Incêndio no Monge pode ter sido criminoso

Incêndio atingiu grandes proporções, podendo ser visto por muitos na cidade. (Foto Marcio Assad)

Destruição chegou a cerca de 2 mil m² do Parque Estadual, na noite de domingo.

Um incêndio que afetou parte do Parque Estadual do Monge, na Lapa, por pouco mais de três horas no domingo, 19 de agosto, entre 17h30 e 21h – quando foi controlado – pode ter tido origem criminosa.

O Diretor de Turismo da Prefeitura da Lapa, Marcio Assad, que acompanhou o incêndio desde o seu princípio, foi à delegacia da Polícia Civil do município e registrou um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado.

“Estava no prédio do meu pai, com visão de cima do parque, constatei o início de incêndio e imediatamente acionei a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Desci para o local e conversei rapidamente com o senhor Lourival, que reside há décadas no parque; ele comentou que viu uma movimentação de jovens exatamente onde começou o fogo”, relatou.

O IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que gerencia o parque, também acredita na possibilidade de o fogo ter começado de forma proposital e assim como Assad registrou um B.O.

Segundo o órgão, que fazia a medição do prejuízo ambiental na segunda-feira, cerca de 2 mil m2 tiveram a vegetação queimada, sendo que a maior parte não está dentro dos 250 hectares da unidade de conservação, mas em uma propriedade particular adjacente – a área atingida é menor do que a estimada no domingo, de 5 mil m2.

O órgão informou ainda que não é possível afirmar o ponto exato do início do incêndio e nem se foi dentro do parque. O fogo, inclusive, começou após o horário de fechamento da unidade, às 17h, ou seja, se realmente foi no parque, os suspeitos teriam entrado ou ficado de forma clandestina no local. Não houve vítimas e danos às estruturas do parque, mas as chamas, que começaram em uma área montanhosa, chegaram a poucos metros da guarita da entrada. “Os bombeiros agiram rapidamente”, cita Assad.

ADMINISTRAÇÃO

O Diretor de Turismo da Lapa criticou o que chama de “gestão à distância do IAP” e disse que nenhum funcionário, além do rapaz da portaria, apareceu durante a ocorrência.

“O incêndio demonstra a fragilidade do sistema, esse olhar distante. Não tinha um guarda-parque”, comentou. O IAP confirmou que nos fins de semana apenas o funcionário da portaria 24h trabalha, mas que conta com o apoio de uma base da Polícia Ambiental, da Polícia Militar, que fica ao lado da entrada do parque. Durante a semana, em horário comercial, trabalham a gerência e o guarda-parque.

Possibilidade de incêndio ter origem criminosa será investigada pela Polícia.

 

As chamas, que começaram em uma área montanhosa, chegaram a poucos metros da guarita da entrada.