NÃO ADULTERARÁS

Neste mandamento Deus também nos prescreve uma boa obra que é muito abrangente e repele muitos vícios carnais. Ela se chama pureza e castidade. Sobre ela muito se escreveu, pregou e ensinou, no passado. As pessoas crentes ao modo de Deus observaram e praticaram, com diligência, a boa obra depreendida do sexto mandamento. Uma boa pergunta é: se hoje se escreve, prega e ensina, com diligência, acerca da boa obra chamada pureza e castidade? Se no passado as pessoas responsáveis e incumbidas de ensinar ao modo de Deus concluíram que muita gente ignorou o conteúdo do sexto mandamento e poucas estiveram dispostas a fazer o que Deus ordena, o que será de nós hoje se há/houver silêncio quase absoluto de ensino e pregação acerca dos desdobramentos do sexto mandamento?

Quando e se as pessoas não são esclarecidas ao modo de Deus será que o mundo não fica cheio de vergonhosas obras da incastidade, de palavras com sentido vulgar, de ações libertinas e impudicas, de historinhas e canções que só podem mesmo ter o diabo como autor? Além disso, será que assim não crescerá, diariamente, a excitação com comilanças e bebedeiras, ociosidade e luxo supérfluo? Em sendo assim à luz do passado histórico se verificará que as pessoas ainda rezavam e iam para a igreja por tradição e costume, mas não por convicção da fé. Se não há quem ensina e quem vive o que Deus quer que faça sentido à nossa existência, então, nós ainda vamos à igreja, observamos determinadas orações, jejuamos, respeitamos determinados feriados e nos denominamos pessoas cristãs. No entanto, fica a pergunta: isto já caracteriza que somos pessoas cristãs?

Se no sexto mandamento não estivesse prescrito outras obras exceto unicamente a castidade, esta já seria o bastante que fazer a todos nós que fomos batizados/as em nome do Trino Deus. A incastidade é um perigoso e irrequieto vício pecaminoso. Ela, sem resistência na fé, agita todos os membros de uma pessoa, quer crente ao modo da Palavra de Deus quer não. No coração a incastidade incita pensamentos, nos olhos com o que se vê, nos ouvidos com o que se ouve, na boca com palavras, nas mãos, nos pés e em todo o corpo com atos que em nada correspondem com o que Deus exige e ordena que façamos. Dominar todo o corpo exige esforço e determinação. Sem fé verdadeira, por um acaso, é possível se manter casto/a? O tempo de Advento e Natal nos convocam à reflexão.

Através do sexto mandamento Deus nos ensina quão grande coisa são obras boas e agradáveis a Ele no próximo. Porque é impossível conceber uma boa obra por nossas próprias forças, que dirá, então, começá-la e levá-la a cabo? Santo Agostinho disse que dentre todas as lutas das pessoas cristãs a luta pela castidade é a mais dura, pela simples razão dela subsistir diariamente sem cessar e de que a carne raramente ficar vitoriosa. Isto todas as pessoas santas por graça e fé em Jesus Cristo confessaram e lamentaram em sua vida. Paulo diz: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” – Romanos 7.18.

Pastor Airton Hermann Loeve

Pastor Airton Hermann Loeve

Pastor Airton Hermann Loeve – Igreja Evangélica da Confissão Luterana no Brasil (IECLB) – Lapa/PR.
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