NÃO MATE

Deus nos deu o mandamento que ensina que não devemos matar, sem abono nas Escrituras. Ele se opõe ao conflito pelo conflito, à guerra, à briga, à ira, ao ódio, à inveja, à calúnia, à maldição, à blasfêmia, à ameaça, à vingança e a toda sorte de obras e palavras más. A necessidade de fazer boas obras entre nós, do lar ao governo, deve ser motivo de súplica e estímulo vitalício. Porque a fé que Deus não quer que em nós exista enche a vida e fé da pessoa de ‘chifres e dentes’ como percebemos no caso de Caim em relação ao seu irmão Abel.

O quinto mandamento condena e rejeita toda e qualquer forma de transgressão do conteúdo do que Deus nos ensina nele. Ele nos questiona quanto à relevância que damos à mansidão, à longanimidade, à misericórdia, à bondade, ao perdão sincero na nossa vida e fé. A espiritualidade teocêntrica verdadeira é corpórea e relacional. Ela significa como pecado toda e qualquer intenção, olhar, palavra, gesto, comportamento, audição que caracterizam transgressão do quinto mandamento. Por isso mesmo a fé que é dádiva do Espírito Santo não tolera máscaras. Cumprir o que Deus diz é mandamento e pode ter como fruto a vida eterna – o que é surpreendente. No Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus lemos: “E eis que alguém, aproximando-se, lhe [a Jesus Cristo] perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” – 19.16s.

Não há ninguém sobre a face da terra a quem Deus não apresente um indicador da ira e da maldade própria, isto é, seu inimigo/a e adversário/a que lhe causa mal em seus bens, sua honra, seu corpo, ao seu amigo, à sua amiga. Permitindo que isto aconteça, quando procede de Deus mesmo na comunhão com seus discípulos e suas discípulas, Ele fortalece aos/às atingidos/as na do ser complacente cruciforme com as pessoas que são inimigos/as deles/as. O amor ao/à inimigo/a se torna concreto quando, de boa vontade, falamos bem dele/a por causa de Jesus Cristo e da doutrina dEle, se agimos como um cristo para com ele/a, se nada intentamos ou em hipótese alguma maquinamos o mal. Fica a pergunta: será que ainda há quem afirma que não há boas obras a fazer nem como saber o que agrada a Deus e nem sequer o que nos faz salvos/as à luz do conteúdo do quinto mandamento de Deus?

Ponha o seu inimigo ou sua inimiga diante dos olhos de seu coração ao modo do quinto mandamento e comece a pensar e a orar em prol dele/a na presença de Deus. Ademais deseje-lhe/a que vá bem na vida, seja amistoso/a, fale o bem dele/a, faça todo o possível para interpretá-lo/a da melhor maneira, e quando houver oportunidade diga e faça a ele/a o que convém à uma pessoa que foi chamada à existência por Deus como o/a seu/sua semelhante. Tente iniciar tal prática de vida e fé que você constatará quantas boas obras há a fazer por toda parte, do governo ao lar. Fica a pergunta: será que não é uma boa obra cumprir o quinto mandamento? Crendo no conteúdo do que Deus ensina não há necessidade de prescrever o que Ele quer que façamos a pessoa que é o/a nosso/a semelhante.

Deus nos criou para que façamos boas obras ao modo do conteúdo de Seus mandamentos. E, quem orienta a sua vida e fé em conformidade como o que Deus diz no quinto mandamento tem boas obras a fazer ao longo de toda a sua existência.

 

*Pastor Airton Hermann Loeve- Igreja Evangélica da Confissão Luterana no Brasil (IECLB)- Lapa/PR.

Pastor Airton Hermann Loeve

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