A dependência química

Nos sentimos o centro do universo. Acreditamos ser o centro de tudo o que acontece a nosso redor e que o mundo inteiro gira em torno de nossos interesses.

O drogadependente tem caracteristicamente fantasias de grandiosidade, falta de empatia, incapacidade de aceitar críticas, faz relações espoliativas, tem a sensação de ser “especial” (a melhor bolacha do pacote), preocupa-se com sucesso e poder de forma excessiva, exige atenção e admiração constantes. É o amor pela imagem de si mesmo, e para isso usa dos mecanismos de negação e projeção.

O drogadependente nega que tem um problema (os seus problemas são os outros). Toda a sua vida gira ao redor das drogas e do álcool: ele busca a substância, ele a compra, ele a usa, ele sofre as suas conseqüências e causa uma série de danos por onde passa. Mas ele continua negando que tem um problema por causa de sua dependência.

Então quando os malefícios da dependência começam a agir em seu corpo e em sua vida o segundo passo é a transferência. Ele transfere a culpa de tudo para o pai, para a mãe, para os irmãos, para a esposa, para o marido e para os filhos. Ele não tem culpa de nada, os culpados são os outros e as situações que eles criaram para ele. Ele acredita naquela máxima de que “o homem é produto do meio em que vive” e então se omite de toda a sua responsabilidade pessoal apenas transferindo-a para os outros que estão ao seu redor.

O dependente nega quase todos os sentimentos porque o tornam vulnerável, principalmente o sentimento de medo. Todo dependente tem profundo medo de humilhação e as qualidades ou desejos especialmente destacados por drogadictos resumem-se em: a) posso fazer qualquer coisa (onipotência), b) todos sabem da minha existência (onipresença), c) eu sei tudo (onisciência). Seus sentimentos o colocam no lugar de Deus e assim ele se torna inacessível. Você não consegue falar com ele, nem toca-lo, ele está sempre distante quase como se fosse invisível.

Por isso a palavra de Deus nos ensina: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus para que a seu tempo vos exalte” ( I Pe 5.6 ) . Estes homens e mulheres vivem com um pensamento mágico, característico das crianças, onde tudo ocorre em relação a si mesmo. Jesus nos ensina que se não descermos do “trono” e assumirmos a nossa condição de seres frágeis e carentes não vai ter jeito não de nossa vida ser restabelecida em sua plenitude.

Humilhar-se é colocar-se em condições de receber ajuda, é dizer: “– não consigo mais, por favor me ajude”. Humilhar-se é dar espaço para Deus agir em sua vida, é permitir que outro ser humano se achegue e estenda a sua mão, é deixar-se ser tocado, é tornar-se acessível.

Deixa Deus te tocar, desce deste pedestal aonde você se colocou e muda teu comportamento em relação a tua dependência. Deus não quer ver você morrendo desta forma, não desta forma. Deus tem coisas tremendas a fazer em tua vida. Seja feliz com Deus, viva com Deus e aprende uma coisa: Reconhecer-se a si mesmo antes de tudo é reconhecer a Deus, o Deus criador dos céus e da terra.

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