Quais são seus valores? No que ou em quem você acredita?
Você tem algum problema impossível de se resolver?
O que você anda pensando? Como você reage quanto coisas ruins acontecem?
Cada resposta a estas perguntas acima é o que você faz diante de grandes impossibilidades!
Se você tem admiração por pessoas que superam grandes obstáculos e se tornam admiráveis por seus feitos, nesta semana trazemos a você duas histórias que você deve conhecer: a da nova Cidadã Benemérita da Lapa, Terezinha Meira, e da mãe que recentemente descobriu que seu filho é autista, Eva Ediane Joslin.
As duas personagens trazidas pela Tribuna, mostram a importância da fé e da luta para superar os obstáculos. Cada qual à sua maneira está enfrentando os obstáculos encontrados em seu caminho, estão indo à luta.
Tere Meira, há anos lutando por uma causa que possui poucos seguidores: resgatar os presos da vida que levam, tentando mostrar a eles que há outros caminhos melhores a serem seguidos. Cadeia não dá voto, por isso, o belo trabalho de voluntários como ela é a única esperança para muitos que, por serem pobres e estarem às margens da sociedade, não são vistos como pessoas com direitos.
Eva Ediane Joslin, uma mãe que não se rendeu ao preconceito e está encarando de frente o problema de saúde de seu filho: o autismo. Mesmo sabendo que trata-se de uma doença ainda sem cura, não está medindo esforços para buscar união entre os pais e familiares de crianças autistas, para troca de informações, auxílio mútuo e maior atendimento especializado para aqueles que tiverem a doença diagnosticada na região da Lapa.
A época é propícia para ler estas histórias e se inspirar. Ir à luta também. Época de Páscoa, da ressurreição do Senhor. Época em que o comércio está fervilhando com a venda de chocolates, peixes… E, por isso mesmo, é importante parar por um instante e perceber o que realmente importa. Bens, presentes, comida cara à mesa? Um dos brasileiros mais ricos do mundo, Eike Batista, disse certa vez que “a vida é muito maior do que qualquer negócio”. E não é porque ele tem uma conta bancária de fazer inveja a qualquer um que se dá ao luxo de dizer algo assim. É porque é verdade.
O que vale para você ver a felicidade de seu filho? De poder se comunicar com ele, sem nenhum tipo de interferência? O que vale ver seu filho se desenvolver de forma saudável, interagindo com o mundo e se tornar independente?
O que vale para você ajudar uma pessoa que está à margem, da qual todos já desistiram? O que vale perceber que há esta oportunidade, mesmo que pequena, de promover a mudança e melhorar a realidade de alguém?
Por isso, nesta Páscoa, é preciso que pensemos “fora do quadrado”. Que tal levar uma vida mais simples, aproveitando cada instante que temos, de forma intensa e verdadeira?
O que importa para você?
Aproveitando, e para fechar este Bate Papo, convido também você a conhecer um pouco da história de Benjamin Carson, ou Dr. Ben Carson.
Um garoto americano pobre, negro, vivendo no subúrbio de Detroit, junto com a mãe e um irmão. Ele era considerado o pior aluno do quinto ano, tirava as piores notas. E, mais, era muito discriminado por ser um dos poucos alunos negros em uma escola de brancos.
Sua mãe, Sonya Carson, abandonara a escola na terceira série, se casando com Robert Solomon Carson, um ministro batista do Tennessee, quando tinha apenas treze anos. Os pais de Ben se divorciaram quando ele tinha oito anos e a Sra. Carson foi responsável pelo Benjamim e seu irmão mais velho, Curtis. Ela trabalhava em dois, às vezes três empregos ao mesmo tempo para sustentar seus filhos.
Sonya Carson estava decidida a mudar essa situação: permitiu aos filhos que vissem apenas dois programas de televisão por semana e os fez ler dois livros por semana na biblioteca.
A cada livro lido, os filhos deveriam apresentar-lhe um relatório. A partir daí, Ben não conseguiu mais parar de ler e, em uno e meio, se tornou o número 1 de sua classe, especialista em muitos assuntos e respeitado em toda a escola.
Além disso, a mãe, Sonya, nunca deixou os filhos pensarem que eram incapazes ou inferiores.
Depois de determinar que queria ser um psiquiatra, Carson se formou com honras no ensino médio, com a participação da Universidade Yale, onde obteve uma licenciatura em psicologia. Ele então estudou na Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan, onde seu interesse se deslocou para a neurocirurgia. Sua coordenação olho-mão e excelente capacidade de raciocínio fez dele um excelente cirurgião.
Depois da escola médica ele se tornou o primeiro afro-americano residente de neurocirurgia do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore. Aos 32 anos, tornou-se chefe dos residentes em neurocirurgia do hospital.
Tornou-se perito em separar gêmeos siameses ligados pela cabeça. Cirurgia muito complexa porque os gêmeos compartilham órgãos vitais. Em 1987, Ben Carson, junto com sua equipe de 70 médicos, separou siameses numa cirurgia que levou 5 meses para ser preparada e 22 horas para ser realizada. Nesse tipo de cirurgia, um ou ambos os pacientes morrem, mas nesse caso o sucesso foi total.
Por causa de suas muitas descobertas médicas e seu compromisso com os jovens, Carson recebeu incontáveis prêmios.
Ben Carson refere no seu livro, “Gifted Hands”, que foi transformado em filme com o titulo Mãos Habilidosas, que a sua fé e ajuda de Deus o auxiliaram a atingir grandes resultados. Ele diz no seu livro que ”Deus não nos criou para sermos tímidos, Ele nos fez para sermos pessoas que podem sentar-se, analisar quais são nossos dons e talentos, olhar adiante e ver quais são os problemas e daí avançar em fé numa maneira muito lógica e racional, não sendo paralisados pelo temor”.
Então, se você achou que existem obstáculos maiores que você, lembre-se dessas histórias, inspire-se e vá a luta.
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“É impossível avaliar a força que possuímos sem medir o tamanho do obstáculo que podemos vencer, nem o valor de uma ação sem sabermos o sacrifício que ela comporta”. (H. W. Beecher)

