90 cães: irresponsabilidade da sociedade lota canil municipal

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Veterinária responsável pelo Canil Municipal esclarece situação do local e fala sobre a necessidade de conscientização sobre posse responsável

 

O Canil Municipal está sob responsabilidade de nova funcionária da prefeitura, a médica veterinária Gizah de Gonçalves Costa Santos, formada em 2008 pela UFPR, tendo como experiência em seu currículo trabalho voluntário em ONG que atua em Curitiba, a Probem, que realiza atendimento a animais abandonados.

Segundo a veterinária, atualmente o canil municipal abriga aproximadamente 90 cães, dentre os quais cerca de 12 são filhotes. E, do total de cães adultos, somente 11 são machos. Este é o reflexo da irresponsabilidade da sociedade, que trata o animal como bem de consumo e, após desistir de cuidar, acredita que a solução é o abandono. As fêmeas são a maioria no Canil, pois para ter uma cachorra é preciso maior cuidado para evitar cruzas indesejáveis.

Aí é que entra a falta de consciência: antes de levar um animal para a sua residência, é preciso analisar se terá condições de arcar com as despesas, se possui espaço adequado e se terá disposição para cuidar dele até o final de sua vida (o que pode durar aproximadamente 15 anos). 

Segundo Gisah, a posse de qualquer animal deve ser planejada. Portanto, quem quiser adquirir deve pensar em itens como: por que quer o animal; evitar a compra por impulso; analisar qual o tamanho que o animal terá quando adulto; conhecer o temperamento do animal; se questionar se não o proprietário não precisará mudar de residência e se onde mora há espaço suficiente; se tem condições para alimentar o animal e arcar com despesas veterinárias (vacinas, vermífugos etc.).

Quanto a atitudes que auxiliem a diminuição da população animal, o proprietário consciente deve buscar fazer castração, evitando assim que nasçam filhotes indesejados. Mas, infelizmente, muitos cidadãos ainda creem que o canil deve ser a solução para os problemas. A veterinária explica que esta “não é a solução, que isto é o que se chama de enxugar gelo”. “Enquanto as pessoas continuarem abandonando, deixando os animais semidomiciliados, ou possibilitando acidentes ou mordeduras, continuará havendo cães na rua”, completa ela.

 

CANIL

Atualmente o canil conta com dois funcionários responsáveis pela limpeza e alimentação dos animais, a veterinária Gizah e o motorista do carro conhecido como carrocinha. Sobre isso, Gizah explica que a carrocinha ainda está ativa, mas atendendo somente a chamados para busca de cães errantes, perdidos, mal tratados e que representem perigo.

Os cães recolhidos ao canil estão recebendo cuidados médicos de acordo com a necessidade apresentada por cada um. E já foram solicitados itens para que sejam realizadas castrações e estão sendo buscadas parcerias, convênios com universidades, ONGs, para dar continuidade a projetos de conscientização no município.

Segundo a veterinária, quando houver possibilidade de castrar os cães do local, será realizada uma feira para doar os animais. No entanto, ainda não há previsão de conclusão destes projetos, sendo que quando acontecerem, certamente serão divulgados.

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