Economia de um lado, farra de outro

Uma eleição única a cada quatro ou cinco anos. Esta é a bandeira que a União Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) quer levantar dentro das discussões da reforma política. A ideia é criar um movimento nacional para pressionar o Congresso Nacional a Debater o assunto.

A proposta surgiu em uma conversa durante campanha municipal. O deputado estadual catarinense Dado Cherem (PSDB) falava com o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSD) e a conclusão foi a de que a realização das eleições a cada dois anos estava sendo prejudicial ao país.

A percepção é de que todo o Brasil para de dois em dois anos, porque se não estão disputando cargos eletivos, prefeitos, vereadores, deputados e governantes estão fazendo campanha para aliados. Além disso, em ano de eleição a lei se torna mais restritiva, reduzindo a atuação do Executivo.

Um administrador público acaba tendo, na prática, apenas um ano para governar. No primeiro ano de mandato ele está tomando pé da situação e administrando com um orçamento que não foi ele quem fez, no segundo ano tem eleição, no terceiro ano ele administra e no quarto tem eleição novamente.

O assunto chegou ao deputado catarinense Joares Ponticelli (PP), que como presidente da Unale, levou a discussão para a entidade. Segundo Panticelli, a realização de eleições a cada dois anos é um modelo falido, que consome muitos recursos.

Havendo a unificação das eleições se acabaria com situações como, por exemplo, um prefeito eleito por quatro anos que abandona metade do mandato para disputar uma vaga de deputado federal. Além disso, haveria economia nos cofres públicos.

Uma eleição custa cerca de R$ 1 bilhão. Segundo Panticelli, havendo a unificação, o gasto poderia ser reduzido pela metade, e o que fosse economizado poderia ser usado, por exemplo, no financiamento público de campanhas.

Em contrapartida à ideia de contenção de gastos públicos… No Paraná, deputados querem receber aposentadoria de R$ 17 mil por mês

Na quinta-feira, dia 6 de dezembro, 30 deputados estaduais do Paraná entregaram, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), um abaixo-assinado para que a Casa aprecie o projeto que cria a Previdência do Legislativo. A ideia garantiria a parlamentares que cumpriram mais de cinco mandatos o direito a aposentadoria, conforme o salário que recebem enquanto ocupam o cargo.

Atualmente, 18 dos 54 deputados poderiam gozar desse direito, caso a lei seja promulgada. O texto prevê que os deputados aposentados recebam 85% dos salários. Se eles se aposentassem hoje, receberiam, cada um, cerca de R$ 17 mil por mês. Além disso, só para iniciar o fundo de previdência, seria necessário se investir R$ 50 milhões a fim de arcar com as despesas.

O abaixo-assinado chegou a Rossoni às vésperas do recesso parlamentar. O presidente da Alep afirma que pretende estudar melhor o assunto antes de se posicionar.

Enquanto isso, quantos da população conquistam o privilégio de se aposentar, após pelo menos 30 anos de contribuição, com mais de R$ 3 mil ou R$ 3,9 mil, o teto da Previdência Social?

Pouquíssimos!

A proposta não passa de premiação àqueles que se dedicam à vida pública como carreira e não como dedicação às atividades para que são eleitos.

E enquanto isso, a população continua inerte… 

 Economia de um lado, farra de outro

Uma eleição única a cada quatro ou cinco anos. Esta é a bandeira que a União Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) quer levantar dentro das discussões da reforma política. A ideia é criar um movimento nacional para pressionar o Congresso Nacional a Debater o assunto.

A proposta surgiu em uma conversa durante campanha municipal. O deputado estadual catarinense Dado Cherem (PSDB) falava com o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSD) e a conclusão foi a de que a realização das eleições a cada dois anos estava sendo prejudicial ao país.

A percepção é de que todo o Brasil para de dois em dois anos, porque se não estão disputando cargos eletivos, prefeitos, vereadores, deputados e governantes estão fazendo campanha para aliados. Além disso, em ano de eleição a lei se torna mais restritiva, reduzindo a atuação do Executivo.

Um administrador público acaba tendo, na prática, apenas um ano para governar. No primeiro ano de mandato ele está tomando pé da situação e administrando com um orçamento que não foi ele quem fez, no segundo ano tem eleição, no terceiro ano ele administra e no quarto tem eleição novamente.

O assunto chegou ao deputado catarinense Joares Ponticelli (PP), que como presidente da Unale, levou a discussão para a entidade. Segundo Panticelli, a realização de eleições a cada dois anos é um modelo falido, que consome muitos recursos.

Havendo a unificação das eleições se acabaria com situações como, por exemplo, um prefeito eleito por quatro anos que abandona metade do mandato para disputar uma vaga de deputado federal. Além disso, haveria economia nos cofres públicos.

Uma eleição custa cerca de R$ 1 bilhão. Segundo Panticelli, havendo a unificação, o gasto poderia ser reduzido pela metade, e o que fosse economizado poderia ser usado, por exemplo, no financiamento público de campanhas.

Em contrapartida à ideia de contenção de gastos públicos… No Paraná, deputados querem receber aposentadoria de R$ 17 mil por mês

Na quinta-feira, dia 6 de dezembro, 30 deputados estaduais do Paraná entregaram, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), um abaixo-assinado para que a Casa aprecie o projeto que cria a Previdência do Legislativo. A ideia garantiria a parlamentares que cumpriram mais de cinco mandatos o direito a aposentadoria, conforme o salário que recebem enquanto ocupam o cargo.

Atualmente, 18 dos 54 deputados poderiam gozar desse direito, caso a lei seja promulgada. O texto prevê que os deputados aposentados recebam 85% dos salários. Se eles se aposentassem hoje, receberiam, cada um, cerca de R$ 17 mil por mês. Além disso, só para iniciar o fundo de previdência, seria necessário se investir R$ 50 milhões a fim de arcar com as despesas.

O abaixo-assinado chegou a Rossoni às vésperas do recesso parlamentar. O presidente da Alep afirma que pretende estudar melhor o assunto antes de se posicionar.

Enquanto isso, quantos da população conquistam o privilégio de se aposentar, após pelo menos 30 anos de contribuição, com mais de R$ 3 mil ou R$ 3,9 mil, o teto da Previdência Social?

Pouquíssimos!

A proposta não passa de premiação àqueles que se dedicam à vida pública como carreira e não como dedicação às atividades para que são eleitos.

E enquanto isso, a população continua inerte…

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