Nós lapeanos; nós, familiares e amigos da querida Cleuza Zbonik dos Santos, não aceitamos que ela tenha sido mais uma “Filha de Rita Mudinha”, em vão – e há que se cumprir a justiça para esse crime tão hediondo. Para quem não sabe, Rita foi uma mulher vítima da violência já nos primórdios da formação da nossa cidade: uma história que precisa ser conhecida para não ser repetida.
Mas até que as investigações se concluam com a prisão de quem foi responsável pela morte da querida Cleuza, e para além deste tempo, que todos gravemos em nosso coração que a Vida é o bem mais precioso que há.
Portanto, não somos nem nunca seremos autorizados a ameaçá-la – mas, pelo contrário, devemos agora, que é o “justo momento de recomeçar”, nos unir, para refletirmos a respeito dos rumos que queremos para nossa cidade: se seremos passivos, omissos e acomodados com a criminalidade e o desrespeito em todas as suas manifestações; ou se vamos decidir a nossa própria direção, livre de marcas sangrentas do passado. Livres. Na mesma direção da Paz, da Ordem e do Progresso, do Respeito a nós mesmos e a nosso próximo. Unidos.
Essas palavras vêm para honrar o destino de todas as mulheres vítimas da violência brutal em nossa cidade – seja ela proveniente de qualquer tipo de agressão: porque “Agressão não é normal!” e a ela, neste momento da nossa história, nós dizemos : BASTA! Queremos respeito! Queremos PAZ.
Que a Cleuza seja sempre lembrada como a flor que era para quem teve a alegria de tê-la próxima de si, e como a última “Filha de Rita” da nossa cidade.
Que fique ainda registrada a grata satisfação ao empenho do novo delegado da Polícia Civil da Lapa, Dr. Rodrigo Silva de Souza, nitidamente comprometido com a solução deste caso. Que a Verdade esteja presente com o senhor. Gratidão ainda a todas as pessoas que foram e estão sendo solidárias à família em sinal de amizade sincera.
E neste movimento, fica o convite a toda a população para unir-se nesta sexta-feira, dia 21, às 15h30min, na Praça General Carneiro, na Marcha Pela Paz. Vamos pisar o solo do Centro Histórico emanando boas vibrações, mensagens de paz e do que queremos para a nossa “alegre terra”.
Traga um tecido ou faixa branca, sua frase, sua mensagem, sua fotografia, seu sentimento e solidarize-se conosco. Juntos somos mais fortes!
Fraternalmente, Eloisa Murbach Arbigaus, em nome da Família Zbonik dos Santos.

