O ex-prefeito da cidade da Lapa, Paulo Furiati (PMDB), e mais oito pessoas de Palmeira, Araucária e Lapa, acusadas de envolvimento em fraudes de licitação no setor de educação, foram presas nesta sexta-feira (11) por policiais do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná. A Operação Quadro-Negro também ocorre em cidades de Minas, Santa Catarina e Distrito Federal.
Até o fim do dia faltavam ser cumpridos dois mandados de prisão.Segundo o promotor Cláudio Esteves, ainda não foi possível apurar o total de recursos desviados. As investigações começaram em abril, depois que foi descoberto o esquema que atuava na prefeitura de Londrina e que culminou com a cassação e pedido de prisão do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). Os presos são suspeitos de fraudar processos licitatórios para a contratação de empresas ligadas a eles próprios.
As investigações se referem a fraudes em procedimentos licitatórios para contratar empresas pertencentes ou ligadas às pessoas que são alvo dos mandados judiciais, sempre na área de educação, com suspeita de direcionamento do certame licitatório e de sobrepreço. Além disso, apura-se também a inexecução de serviços, o que geraria o desvio dos recursos públicos contratados.
Estão sob investigação a Associação Nacional de Apoio aos Municípios (ANAM), Instituto Fox, Instituto Eco XXI e Instituto Brasileiro de Arte e Educação.
Os mandados foram deferidos por dois Juízos distintos, da Lapa e de Sarandi, visando investigar os crimes de formação de quadrilha, fraude à licitação, peculato e corrupção. O Juízo da Lapa decretou oito prisões preventivas e outras quatro buscas, enquanto o Juízo de Sarandi decretou seis prisões temporárias e sete buscas. Três pessoas possuem dois mandados de prisão (preventiva e temporária).

