Meu chapéu de palha, que susto medonho, assustador!!!
Do lado deste poste, em frente a garagem da minha casa, (Rua Francisco Braga, 81) há 55 anos atrás, um lobisomem pulou em um rapaz que ia passando por ali, por volta das 11 horas da noite.
O rapaz estava andando tranquilo, no silencio da noite, ainda mais naquela época em que a quietude era o símbolo romântico da noite cheia de estrelas, pensamento carregado de fantasias, de romances e das belezas de olhar o céu e comtemplar a imagem da lua cheia, e talvez ate ouvir ao longe, uma serenata das velhas seresteiras do passado.
E de repente cai um lobisomem em cima do “caboco”, que na verdade não era lobisomem, mas sim um amigo meu que estava com um outro naquele terreno na época, comendo frutas no quintal da casa da Dona Sunta, a qual morava na casa da esquina, onde hoje esta o Super Mercado Mig.
A Dona Sunta, fechou a loja, recolheu-se à casa juntamente com sua irmã, esquentaram a janta e lá pela 11 da noite, lavaram a louça e jogaram a água da pia no quintal, já que não havia esgoto encanado naquela época.
Os meus amigos Napoleão e Átila (nomes nomes substituídos em virtude de já estarem falecidos à muitos anos), se assustaram com a Dona Sunta, imaginando que ela os tenha visto, e assustados pularam o muro de mais ou menos 2 metros de altura, bem na hora que o rapaz ia passando.
Naquele silencio na noite, naquela concentração, cai um baita dum ser, em cima de sua cabeça, que com o impacto o Napoleão gemeu de dor no peito, com um gemido sinfânico e a pobre vitima de tão inusitada trombada, julgou ter sido atacado por um lobisomem.
O coitado deu um grito oitavado, que deve estar assustado até hoje, e saiu numa disparada gritando igual um cachorro quando leva uma paulada na lomba? Conhenhem conhenhem.
Eita bicho veio, que susto!!! Imagino que esse rapaz nunca mais tenha passado por aquele local.
Meu chapéu de palha, conhenhem, conhenhem, que sustado romântico lobisomem.
Meus amigos do passado, saudade de vocês, do bom papo, do chimarrão, daqueles momentos alegres, das amizades, que o tempo levou.
Curitiba, 25 agosto, 2012.
AJD. Cidadão Lapeano.
p.s. Pensando na minha Lapa antiga.

