O ex-prefeito da Lapa, município da Região Metropolitana de Curitiba, Paulo Furiati, preso sob a suspeita de participar de um esquema de fraudes a licitações do setor da educação, foi transferido na terça-feira, dia 15 de janeiro. Ele estava detido no quartel da Polícia Militar (PM) da Lapae foi levado para a ala de celas especiais do Centro de Triagem II, em Piraquara, também da Região Metropolitana.
Furiati foi preso na sexta-feira (11), em Balneário Camboriú (SC), durante a operação “Quadro Negro” do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A ação tinha como objetivo combater fraudes em licitações na área de educação. Foram expedidos 11 mandatos de prisão e 11 de busca em apreensão no Paraná, nas cidades de Sarandi, Lapa, Araucária, Palmeira, Curitiba, e nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e no Distrito Federal. Ao todo, nove pessoas foram presas.
De acordo com o advogado que representa Furiati, Elias Mattar Assad, o ex-prefeito nega qualquer irregularidade.
Ele contou que Furiati considera que a prisão foi um engano e afirma que, caso quebrem o sigilo bancário dele, nada será encontrado. “Ele está tranquilo, está sereno”, acrescentou Assad.
O advogado já apresentou o pedido de habeas corpus, que deve ser avaliado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná ainda nesta terça-feira. Na avaliação de Assad, a prisão era desnecessária e não respeitou a ordem estipulada pelo Direito que coloca a restrição da liberdade como uma das últimas etapas em um processo de investigação.

