A Sanepar inicia nesta semana a última etapa das obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário do município de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba. O investimento de R$ 7 milhões, com recursos do BNDES, vai beneficiar nove mil pessoas e vai gerar 1.200 empregos diretos e indiretos.
As obras no centro da cidade devem causar alguns transtornos para a população. Para minimizar esse impacto, a Sanepar vai fazer a rede na rua e não na calçada. “Sabemos dos problemas que uma obra causa, mas os benefícios são maiores. Pedimos a compreensão da população e lembramos que até a metade do ano tudo deverá estar finalizado”, explicou a engenheira Josiane dos Santos Castro, responsável pela obra.
A rede coletora de esgoto será implantada a uma profundidade maior do que a usual, atingindo de 3 a 4 metros, o que demanda um pouco mais de tempo para a sua execução. E mesmo as obras sendo realizadas na rua, serão inevitáveis algumas interferências na calçada, tanto para as interligações, como também em razão da existência de rede de distribuição de água e de galeria de águas pluviais. Essas interferências podem causar alguns problemas temporários, como falta de água e a recuperação das calçadas.
A Sanepar também orienta a população com relação à regularização das ligações de esgoto. E pede para que todos aguardem a visita dos técnicos da Sanepar antes de realizá-las. “Somente nesse momento o sistema estará apto a receber o esgoto gerado pela população. A ligação antecipada pode causar problemas como o refluxo de esgoto”, esclarece a engenheira.
O sistema de esgotamento sanitário de Contenda compreende uma estação de tratamento de esgoto, uma estação elevatória, um desarenador, um RALF (Reator Anaeróbio de Lodo Fluidizado), um filtro biológico, um decantador, um leito de secagem de lodo, uma estufa e um laboratório. Serão 50 quilômetros de rede coletora de esgoto, 2.861 metros de coletor e 2.223 ligações prediais.
O Prefeito Carlão já realizou reuniões com a equipe responsável da Sanepar e Gerência, dando ênfase à fiscalização dos serviços executados pela empreiteira contratada e também demonstrando a preocupação em minimizar os efeitos aos moradores e ao comércio, em especial nesse momento em que está previsto o início da obra na Av. João Franco.

