Em nosso último artigo iniciamos uma série de estudos com os quais teremos como base o conceito das olimpíadas antigas. Fizemos um paralelo com os dias atuais e chegamos a conclusão de que, quando um atleta vencia uma competição, o sabor da vitória não era somente o fato de ganhar a medalha de ouro de corrida de cem metros, por exemplo, mas a expressão de um outro trabalho.
Nos três círculos das olimpíadas estão escondidos, simbolicamente falando, o domínio pessoal em três mundos distintos do ser humano, mundos esses que fazem parte do nosso dia-a-dia.
Mas, antes da pessoa partir para o trabalho propriamente dito, seu primeiro desafio era começar a pensar qual a sua vocação. Pense por um minuto.
Vocação significa viver o seu melhor. A palavra vocação vem do latim “Vocation”, que significa “chamado” ou “convocação”.
É interessante observar que viver a vocação é vivenciar algo inato ao seu ser e, assim, desenvolver suas atividades na sociedade. Por isso a vocação deve ser primordial em sua vida, para que você possa aprimorar todo o seu potencial – note bem – que ainda está adormecido em você. E, quando você desperta esse potencial, consegue seguir a trilha para a genialidade. O gênio pode dizer que vive o seu pleno potencial, e os atletas gregos eram geniais naquilo que faziam. O interessante é que você pode ser um gênio em sua área também.
As empresas do presente século só conseguirão alcançar o nível de qualidade profissional desejado, onde se produza mais com baixo custo, quando tiverem pessoas vocacionadas em seu ambiente de trabalho. A pessoa que vive a sua vocação não necessita participar desses programas “motivacionais modernos”, porque ela tem dentro de si um “MOTOR PRÓPRIO“, são automotivadas pela natureza do seu chamado da vida.
Aqui abre-se um ponto relevante para reflexão. Hoje em dia existem muitas frustrações profissionais, porque as pessoas estão voltadas para simplesmente satisfazer os desejos das empresas. O que encontramos, na prática, são pessoas que se formam em áreas que não são delas, que não fazem parte da sua natureza e por mais que se esforcem em manter um “nível de qualidade”, em virtude ao medo de perder a posição ou o salário que garante a sobrevivência mensal, não conseguem em nenhum momento despertar a sua genialidade e, por isso, simplesmente sobrevivem.
É importante também observar que muitos dos atuais testes vocacionais somente mostram leves tendências da personalidade. Então ser advogado ou médico não é a vocação em si, mas a expressão desta. Pense, por exemplo, em Leonardo da Vinci que se destacou como cientista, matemático, inventor, anatomista, arquiteto, escultor, poeta e ainda é conhecido como o precursor da aviação e balística. Agora, se pergunte: Qual era a vocação dele?
Inicie hoje uma auto avaliação sobre a sua vocação. Uma pergunta interessante para iniciar esse processo é: O que eu gosto tanto de fazer que pagaria para fazer isto? Só não vale responder ficar em casa dormindo ou assistindo televisão, fechado?
Por isso, diferente é aquele que vive a sua vocação. Ele procura empresas onde possa se alinhar e expressar o seu verdadeiro potencial, sem vender para outrem o talento inerente a sua alma. Com isso essas pessoas se tornam livres, felizes, completas, sadias e gratas com as oportunidades que aparecem diante de si.
Pois, tão importante do que aprender a dizer “não” é fundamental aprender a dizer “SIM”. O “SIM” que permita a pessoa ser o melhor que ela pode ser, o “SIM” que permita a ela viver a sua vocação, sem a necessidade de ficar anos e anos em filas de cargos, inconscientes de seu verdadeiro potencial.
Os atletas gregos, como todos os cidadãos da época, eram em algum momento despertados para buscar a sua vocação e assim buscar em qual competição deveriam se envolver. E a partir desse momento iniciavam o trabalho dos três círculos. Por hoje, é importante entender que esse símbolo já tem uma ligação com o que falamos.
A natureza é tão sábia que separa o vocacionado da fila daqueles que não se despertaram ainda.
Faz sentido para você?
