CATÓLICOS
Depois de 21 anos, campanha retorna ao tema da juventude, com o lema “Eis-me aqui, envia-me”.
A Quarta-Feira de Cinzas é uma data importante para a igreja católica em todo o mundo. As celebrações marcam o início do período da Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa. Neste período, os devotos são convidados a um tempo de penitência e reflexão. A data também marca tradicionalmente o lançamento da Campanha da Fraternidade, que este ano traz o tema “Fraternidade e Juventude”.
A Campanha da Fraternidade acontece na Arquidiocese de Belém de forma descentralizada, de acordo com a preparação de cada paróquia. No próximo sábado, dia 16 de fevereiro, haverá uma celebração especial no Ginásio Abacatão, em Ananindeua, às 8h30, em seguida, uma caminhada até a Igreja de Santa Paula Frassinette.
“A igreja católica tinha programado a Jornada Mundial da Juventude para o Rio de Janeiro. E daí o motivo da campanha ser sobre a juventude, justamente para que nós tenhamos essa atenção especial á juventude e que a juventude seja chamada a realizar aquilo que está no lema da Campanha da Fraternidade: “Eis-me aqui, envia-me”, afirma o arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira.
Para o sacerdote, o objetivo é que a juventude se torne protagonista daquilo que a campanha prega. “Toda Campanha da Fraternidade é uma campanha de opinião pública, durante 40 dias a ideia da fraternidade”, explica Dom Alberto.
Depois de 21 anos, a Campanha da Fraternidade retorna ao tema da juventude. O tema traz à discussão os jovens e a mudança de época vivida atualmente. Em 1992, o tema “Juventude, Caminho Aberto” já havia discutido e refletido sobre a inclusão dos jovens na evangelização.
O arcebispo acredita que hoje há um movimento contrário ao de afastamento dos jovens da igreja. “Um movimento de muita gente que se aproximam. Muitas pessoas que se afastaram, por várias circunstâncias, e agora essas pessoas se aproximam da igreja e de forma muito especial à juventude”, diz o arcebispo.
Sobre as ações previstas na campanha, além das formações e encontros, o arcebispo de Belém conta que há um manual com a Campanha da Fraternidade. “São uns textos de estudo que já começaram a ser trabalhados. No mês de janeiro demos um treinamento na arquidiocese com representantes de todas as paróquias”, explica ainda.
Em 2013, a Campanha da Fraternidade completa 50 anos. Coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CF é realizada anualmente para despertar os homens à reflexão e à adesão de valores mais justos e solidários.
A QUARESMA
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para preparar os fieis para a grande festa da Páscoa. É tempo de se arrepender dos pecados e de mudar algo para ser melhor e poder viver mais próximo de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, há um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis, vivendo como filhos de Deus. A Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna.
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

