Mas o que eu sei, é que em 14 de março de 1847 nasceu no interior da Bahia Antonio Frederico de Castro Alves, para mim um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos.
Eu, quando menino, empolgado por ouvir papai declamar de Castro Alves os poemas “O Livro e America” “Navio Negreiro” “Quem dá aos pobres empresta a Deus” tornei-me um fã do grande autor de Espumas Flutuantes que no último parágrafo de seu Prólogo a respeito de seus poemas diz: “Mas, como as espumas flutuantes levam, boiando nas solidões marinhas a lágrima saudosa do marujo… possam eles, ó meus amigos! –efêmeros filhos de minh’alma – levar uma lembrança de mim as vossas plagas!…
Por isso eu acredito que a instituição do dia 14 de Março como o dia Nacional da Poesia é uma demonstração inequívoca de que a lembrança do grande Antonio Frederico de Castro Alves vive na lembrança de seus compatriotas em todas as plagas deste Brasil poético.
De repente vejo a noticia de que o Senado aprovou um Projeto de um Senador Paranaense instituindo um outro dia para a poesia em homenagem ao nascimento de um outro poeta e eu fiquei pensando: Será que Castro Alves não é merecedor dessa honraria? Qual seria a razão para mudar o Dia Nacional da Poesia? Será que a qualquer hora não vão mudar o 21 de abril ou o 7 de setembro ou a Santa Padroeira do Brasil?.
Afinal, quem sou eu para julgar o certo ou errado, “Manda quem pode e concorda quem não pode” se for concordino, se não for continua como eu cultuando o 14 de março se não como o Dia Nacional da Poesia, como dia do nascimento de Castro Alves, 8 de outubro como nascimento de Catulo da Paixão Cearense ou 16 de dezembro como nascimento de Olavo Bilac.

