Prefeitura recupera estragos provocados pelas chuvas nas estradas

De acordo com o serviço de agrometeorologia do IAPAR, no mês de junho a precipitação acumulada na Lapa foi de 307 mm, enquanto a média para o período é de 114,2 mm. Somente no dia 21, choveu o equivalente a 101,9 mm, quase o volume total de precipitações de todo o mês de maio, quando foram registrados 104,5 mm. Este excesso de chuva causou muitos estragos nas estradas rurais do município, o que tem exigido um intenso trabalho por parte da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Obras e Transporte para recuperar pontos onde o aguaceiro provocou atoleiros.

A região do Marafigo foi onde a situação ficou mais crítica e, por esta razão, a que recebeu maior atenção nos últimos dias. Duas patrolas, uma escavadeira, um rolo compactador e dois caminhões foram utilizados na recuperação das estradas daquela localidade. Os locais em que se formaram os maiores barreiros foram empedrados com material extraído da pedreira pertencente ao município, localizada no Passa Dois. O trabalho mereceu elogios de José Maurito Nunes, conhecido como Ico Padilha, morador da comunidade. “Está ficando excelente. Agora depende da colaboração de todos para conservar assim”, declarou.

Outra região onde também está sendo feito patrolamento é a de São Bento.  Além disso, foram eliminados encalhadores, de forma emergencial, nas localidades de Rio da Várzea, Barra dos Mellos, Campina Vermelha, Rio da Areia, Mato Preto, Carqueja, Água Azul, Santo Amaro e Colônia São Carlos. Nos próximos dias, estradas de Mariental e Paiquerê serão atendidas. Também houve reformas de bueiros em Alves e Faxinal dos Pretos. Tudo isso com o reduzido número de equipamentos em condições de uso, principalmente patrolas e caminhões.

BUEIROS

Nas localidades de Passa Dois e Rio da Várzea, pontes danificadas foram substituídas por bueiros, cujas cabeceiras foram feitas com pneus inservíveis. Conforme o chefe da Divisão de Estradas, Pontes e Bueiros da Prefeitura da Lapa, Luiz Josmar Muller, a construção de bueiros no lugar das pontes foi uma determinação da prefeita Leila Klenk e do secretário Celso Wenski, visando aumentar a resistência e a vida útil. Na ponte usa-se madeira, que apodrece dentro de três anos, e o limite de carga é de 15 toneladas – atualmente, muitos caminhões transportam cargas acima deste peso. Os pneus velhos, além de nunca se acabarem, resistem a cargas maiores. Outro fator importante é o aspecto ambiental, pois é dado um destino nobre a pneus que não servem mais à finalidade inicial. 

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