IDHM revela que Lapa teve seu maior crescimento entre 2000 e 2010

Entre os diversos indicadores medidos pelo site Atlas Brasil, o que apresentou maior crescimento, em termos absolutos, foi o da Educação.

No dia 29 de julho o site Atlas Brasil (www.atlasbrasil.org.br) divulgou o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros. Trata-se de dado levantado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que mede diversos indicadores, tais como renda, saúde, educação, entre outros.

Os dados divulgados são de 1991, 2000 e 2010 e, com relação à Lapa, demonstram que o período de maior crescimento do município aconteceu entre os anos de 2000 e 2010.

Em 1991 o índice era de 0,450, considerado baixo, tendo em vista que, para ser considerado alto deveria estar entre 0,700 e 0,799. No ano de 2000, o índice passou para 0,614 (médio) e, em 2010, chegou a 0,706, já considerado alto.

Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,136), seguida por Longevidade e por Renda. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,231), seguida por Renda e por Longevidade.

Em 1991, 17,37% da população era extremamente pobre. Já em 2000, este número diminuiu para 12,40% e, em 2010, chegou a 3,68%.

Os dados ainda revelam que a Lapa teve um incremento no seu IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de 56,89% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (47,73%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 46,55% entre 1991 e 2010.

Os dados completos podem ser consultados no site, através do link: www.atlasbrasil.org.br/2013/perfil/lapa_pr.

RANKING

De acordo com o ranking realizado pela Atlas Brasil, a Lapa ocupava a 1720ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 1719 (30,89%) dos municípios estão em situação melhor e 3.846 (69,11%) municípios estão em situação igual ou pior.

Em relação aos 399 outros municípios de Paraná, a Lapa ocupa a 199ª posição, sendo que 198 (49,62%) municípios estão em situação melhor e 201 (50,38%) municípios estão em situação pior ou igual.

 

MORTALIDADE INFANTIL

A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) na Lapa reduziu 29%, passando de 16,4 por mil nascidos vivos em 2000 para 11,6 por mil nascidos vivos em 2010. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 13,1 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.

A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Na Lapa, a esperança de vida ao nascer aumentou 9,2 anos nas últimas duas décadas, passando de 66,7 anos em 1991 para 71,1 anos em 2000, e para 75,9 anos em 2010. Em 2010, a esperança de vida ao nascer média para o estado é de 74,8 anos e, para o país, de 73,9 anos.

 

RENDA

A renda per capita média de Lapa cresceu 115,44% nas últimas duas décadas, passando de R$282,49 em 1991 para R$471,62 em 2000 e R$608,60 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 66,95% no primeiro período e 29,04% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 17,37% em 1991 para 12,40% em 2000 e para 3,68% em 2010.  

EMPREGO

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 67,17% em 2000 para 68,42% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 11,14% em 2000 para 4,28% em 2010.

Em 2010, das pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais, 30,40% trabalhavam no setor agropecuário, 0,27% na indústria extrativa, 11,67% na indústria de transformação, 6,96% no setor de construção, 0,99% nos setores de utilidade pública, 10,76% no comércio e 33,55% no setor de serviços.

 

ATLAS BRASIL

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 é uma plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM – de 5.565 municípios brasileiros, além de mais de 180 indicadores de população, educação, habitação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010.

Concebido como uma ferramenta simples e amigável de disponibilização de informações, o Atlas Brasil 2013 facilita o manuseio de dados e estimula análises. A ferramenta oferece um panorama do desenvolvimento humano dos municípios e a desigualdade entre eles em vários aspectos do bem-estar. Sua relevância vem justamente da capacidade de fornecer informações sobre a unidade político-administrativa mais próxima do cotidiano dos cidadãos: o município.

O objetivo do Atlas Brasil 2013 é instrumentalizar a sociedade. A democratização de informações no âmbito municipal contribui para o fortalecimento das capacidades locais, o aprimoramento da gestão pública e o empoderamento dos cidadãos brasileiros por meio da ampliação do conhecimento sobre a sua realidade.

O Atlas colabora na consolidação de um diálogo informado e embasado sobre desenvolvimento a partir de uma referência utilizada internacionalmente – o Índice de Desenvolvimento Humano. É um instrumento de estímulo ao uso de dados socioeconômicos para a análise da nossa sociedade

O Atlas confere transparência aos processos de desenvolvimento em importantes temas sociais. O retrato fornecido pela ferramenta ajuda no acompanhamento dos caminhos trilhados pelos municípios brasileiros nos últimos 20 anos e ainda permite realizar análises para melhor traçar o futuro.

IDH

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida composta de indicadores de saúde, educação e renda. O IDH foi criado em 1990, para o Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a partir da perspectiva de Amartya Sen e Mahbub ul Haq de que as pessoas são a verdadeira “riqueza das nações”, criando uma alternativa às avaliações puramente econômicas de progresso nacional, como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O fator inovador do IDH foi a criação de um índice sintético com o objetivo de servir como uma referência para o nível de desenvolvimento humano de uma determinada localidade. O índice varia entre 0 (valor mínimo) e 1 (valor máximo). A composição do IDH compreende indicadores de saúde, educação e renda, pois assume que, para viver vidas que desejam, as pessoas precisam pelo menos ter a possibilidade de levar uma vida longa e saudável, acesso a conhecimento e a oportunidade de desfrutar de um padrão de vida digno.

 

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