Lapa está entre as cinco cidades do PR que receberão médicos cubanos

Itambé, Jataizinho, Mandirituba e Tunas do Paraná também estão na lista do programa “Mais Médicos”, que vai trazer quatro mil profissionais cubanos para o Brasil.

Cinco cidades do Paraná, que não foram escolhidas por nenhum profissional brasileiro e estrangeiro irão receber cubanos que atuarão no programa “Mais Médicos”, do governo federal.  Itambé, no noroeste, Jataizinho, no norte; Lapa, Mandirituba e Tunas do Paraná, que ficam na Região Metropolitana de Curitiba estão entre os 701 municípios brasileiros que não tiveram nenhum inscrito na seleção.

Quatro mil médicos cubanos vêm para o Brasil, por meio de um acordo entre o Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), assinado na quarta-feira, dia 21 de agosto, para preencher as vagas que não foram escolhidas por brasileiros e estrangeiros na seleção individual. Quatrocentos profissionais cubanos participam da primeira etapa do programa.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, explicou que, a partir do acordo com a Opas, os municípios carentes, que precisam de médicos e enfrentam dificuldades de contratar profissionais, serão atendidos com a vinda dos médicos cubanos ao Brasil. Ele garantiu que o programa está trazendo médicos preparados, experientes, com especialização em saúde da família que que já trabalharam em países de língua portuguesa.

NA LAPA

A Lapa será contemplada com a vinda de dois médicos cubanos. Os profissionais vão trabalhar nas unidades de saúde do interior do município, locais que hoje têm a maior carência desses profissionais.

Durante as próximas três semanas, os médicos vão passar por um período de testes em universidades públicas de Recife, Salvador, Brasília e Fortaleza. Se depois desse período eles forem aprovados pelo Governo Federal, já começam a trabalhar no próximo dia 16 de setembro na Lapa e nas outras cidades beneficiadas.

 

EXPERIÊNCIA Segundo o Ministério da Saúde, os médicos cubanos já trabalharam em outros países em missões internacionais como essa, que começa a ser implantada no Brasil. Todos têm experiência em medicina familiar e são profissionais altamente capacitados para exercer a profissão no nosso país.

NO PARANÁ

Noventa e oito profissionais já haviam confirmado participação no Paraná para o programa “Mais Médicos”, conforme o Ministério da Saúde – sendo 42 brasileiros e 56 têm registro profissional de fora do país, podendo ser brasileiros ou estrangeiros. Os participantes vão ser distribuídos em 27 municípios: 13 em Curitiba e Região Metropolitana e 14 em cidades de extrema pobreza.

Confira a tabela com as cidades que vão receber os profissionais do programa e o número de médicos brasileiros e estrangeiros nos municípios do Paraná.

O número de vagas preenchidas é equivalente a 10% da demanda dos municípios do estado. A necessidade para completar os quadros na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) nas cidades paranaenses era de 969 médicos. O primeiro mês de seleção do programa do governo federal foi encerrado no dia 13 de agosto. Já a segunda etapa de seleção segue até sexta-feira (30), e os demais inscritos no programa podem dar continuidade ao cadastramento site do programa.

“MAIS MÉDICOS”

O programa “Mais Médicos” foi lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT), no dia 8 de julho, com o objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde, além de ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades e, assim, melhorar o atendimento aos usuários do SUS. Os médicos do programa vão receber uma bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo e farão especialização em Atenção Básica.

Segundo o Ministério da Saúde, no Paraná, já foram investidos R$ 149,3 milhões para obras em 1.024 unidades de saúde e R$ 17,8 milhões para compra de equipamentos para 334 unidades. Também foram aplicados R$ 70,8 milhões para construção de 41 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e R$ 28,5 milhões para reforma e/ou construção de 49 hospitais.

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