Na primeira etapa, Lapa fica sem médicos cubanos

Pouco menos de um terço das 701 cidades com prioridade para receber médicos cubanos serão contempladas nesta primeira etapa de distribuição. A lista dos 206 municípios e 13 distritos sanitários indígenas que contarão com cerca de 400 profissionais caribenhos a partir da segunda quinzena deste mês foi divulgada terça-feira, dia 3 de setembro, pelo Ministério da Saúde. Nenhum dos cincos municípios paranaenses considerados prioritários, Lapa, Itambé, Jataizinho, Mandirituba e Tunas do Paraná – integra a relação.

A maioria parte dos cubanos foi direcionada para municípios do Norte e Nordeste – 91% foram alocados nessas regiões. Segundo o Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, a prioridade nessa fase foi atender as cidades que têm mais de 20% da população vivendo em situação de extrema pobreza ou que possuam índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) baixo ou muito baixo. Por esse critério, foram direcionados 207 médicos cubanos para o Nordeste; 157 para o Norte; 30 para o sudeste e seis para o Sul. Nenhuma cidade do centro oeste foi beneficiada.

Os seis profissionais direcionados para o Sul do país vão atender seis munícipios do Rio Grande do Sul. De acordo com o Ministério da Saúde, mais uma turma de médicos cubanos deve chegar ao Brasil até o fim do ano e ser encaminhada aos outros 495 municípios prioritários não contemplados nessa primeira etapa.  

 

DECEPÇÃO

No início da semana passada, dos cincos municípios paranaenses entre as 701 cidades pré-selecionadas apenas a Prefeitura da Lapa dava como certa a vinda de profissionais cubanos ainda em setembro. Agora a prefeita Leila Klenk  afirma que espera pela chegada desses médicos até dezembro.

Para ela, os cubanos podem ajudar a resolver um sério problema do município: o atendimento médico nas áreas rurais. “Nós estamos implorando por médicos. Até aumentando o salário para R$ 14,8 mil para tentar atrair algum profissional, mas ocorre que, quem vem, não quer atuar no interior do município, apenas no centro”, comenta.

A cidade tem mais de dois mil quilômetros quadrados, uma área quase cinco vezes maior que Curitiba, por exemplo. Como muitas comunidades ficam longe do centro, as grandes distâncias dificultam o deslocamento e o atendimento da saúde.

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