A Tribuna entrevistou o vice-prefeito da Lapa sobre a liberação de nova licitação para o Monge. Wiedmer conta como ocorreu a negociação para a continuidade das obras.
TR: Quando se deu o seu primeiro contato com Beto Richa a respeito do Parque do Monge?
Ruy Wiedmer: O primeiro contato aconteceu há exatamente quatro anos, durante Festa do Porco no Rolete, em Marechal Cândido Rondon (PR). Naquela ocasião estávamos em um grupo de 61 lapeanos e entre eles estava a então presidente da Câmara Municipal da Lapa, Casturina Bosch, que também foi enfática no pedido de atenção ao Parque. Assim, declaramos o nosso apoio político ao Beto e pedimos a ele que se, caso ganhasse a eleição, desse atenção à revitalização do Monge. Ali se formalizou, então, o primeiro compromisso de Beto com o povo da Lapa.
TR: E quando de seu o real interesse, por parte de Richa, pelo caso Monge?
RW: Nesses quatro anos aconteceram quatro reuniões. Em todas elas a pauta principal sempre foi a revitalização do Monge. Duas reuniões aconteceram na casa do saudoso Sérgio Leoni, ao qual o Beto tinha um apreço muito grande. E os outros dois encontros se deram no Palácio Iguaçu. Todas as reuniões tiveram o acompanhamento do Deputado Élio Rusch. No último encontro o ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, também esteve presente.
TR: Em sua opinião, o que determinou a autorização da revitalização do Parque?
RW: Acredito que, sem dúvida, foi o carinho que Richa tem pela Lapa e, também, a força política do Deputado Élio Rusch, que é hoje o vice-líder do governo e presidente do Partido Democratas (DEM), que é a base de apoio do Governador. Inclusive, na última visita de Beto à Lapa, Rusch fez questão de sobrevoar o Parque do Monge junto de Richa, para mostrar ao Governador o real abandono da área. Isso provavelmente sensibilizou Beto.
TR: Há boatos de que o Secretário Estadual de Meio Ambiente não tinha conhecimento de que foram feitos cortes das árvores nativas do parque. Essa informação procede?
RW: Infelizmente, sim. Na reunião que tive com o Luiz Cheida, acompanhado do Mário da Farmácia, em junho, o Secretário afirmou não saber dos cortes. Achei aquilo um absurdo, pois ele seria uma das pessoas mais importantes neste processo. Nesse encontro, eu e o Mário pedimos para que, na revitalização, as áreas de lazer voltem para a parte superior. Não vejo razão para serem colocadas na parte baixa, junto à Avenida Getúlio Vargas. Foi aí que Cheida pediu que fizéssemos uma pesquisa de opinião junto à população, para saber o que o lapeano queria. Imediatamente entrei em contato com a Tribuna e pedi a colaboração na pesquisa. O resultado demonstrou o que já sabíamos: a maioria prefere que a área de lazer volte a ser onde sempre foi. Após isso, voltei a conversar com o Secretário e ele me afirmou que irá tentar responder ao anseio da população.
TR: Várias manifestações foram feitas, no decorrer destes longos anos, pedindo o término das obras no Monge. Qual sua opinião sobre isto?
RW: Agradeço a todas estas pessoas que sempre se manifestaram em favor do Parque, pois acredito que tudo vem a somar. Mas, sem dúvida, o que mais pesou foi a influência política do Deputado Élio Rusch junto a Beto Richa. Isso foi determinante para o andamento das obras.
TR: Com a assinatura para liberação do novo edital de licitação, como você encara esta etapa de recuperação do Parque?
RW: Esta etapa de recuperação não está encerrada. O Governador apenas deu início ao processo, autorizando a licitação. Esperamos que o projeto da revitalização fique a contento da população, para que o Monge possa ter infraestrutura adequada para receber seus visitantes e romeiros. E que possa ser um dos maiores parques ambientais do Paraná, como sempre foi.
TR: Em seu último encontro com Richa, nesta semana, outras reivindicações da população foram levadas ao governador?
RW: Sim. Pedi ao Beto uma secadora industrial, para ser destinada ao Lar de Idosos Vicentinos. Também pedi ao Governador a reforma da escola do CAIC e a reforma do Hospital Regional da Lapa São Sebastião, para que possamos aumentar o número de leitos, atendendo a demanda de internações tanto na clínica médica quanto na tisiologia.

