O governador Beto Richa assinou na terça-feira, dia 24 de setembro, a autorização para a licitação da revitalização do Parque do Monge. O vice-prefeito da Lapa, Ruy Wiedmer, juntamente do Deputado Élio Rusch, acompanhou o momento da assinatura, no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
A partir da autorização do Governador, em 10 dias será lançado o edital para a contratação da empresa que fará a implantação de toda a infraestrutura, como mirante, lanchonete, sanitários, trilhas e centros de visitantes. Serão investidos nesta obra mais de R$ 1,5 milhão.
“Iremos resolver o problema do Parque do Monge, que está fechado há anos por descaso do governo anterior. Vamos agora contratar a empresa que vai revitalizar esse parque, que é símbolo ecológico, religioso e histórico da Lapa e do Paraná”, afirmou o governador.
Para o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, existe um empenho muito grande do Governo do Estado em resolver o passivo deixado pela empresa e Governo anterior que iniciaram as obras no parque. “Estamos tentando devolver para a comunidade o Parque inteiro revitalizado, assim podemos levar à Lapa o desenvolvimento turístico e todos os benefícios que a Unidade de Conservação ativa e bem cuidada traz para a região e para o Estado que estava há muito tempo esquecido”, disse.
OBRAS
A obra no Monge começou em 2008 e o local está com restrição de visitação desde 2010. A empresa responsável pela obra não estava cumprindo o contrato, que foi suspenso em agosto de 2012. A licitação para a retomada das obras será feita pela Paraná Edificação, da Secretaria Estadual da Infraestrutura e Logística, dentro de 10 dias.
A obra inclui a implantação de toda a infraestrutura, como mirante, lanchonete, sanitários, trilhas e centros de visitantes. Objetivo é dar segurança, conforto e qualidade de atendimento aos visitantes. A paisagem e o elemento histórico, como a Gruta do Monge, não sofrerão alteração.
O parque tem grande importância turística e religiosa para o Estado. Além de área de lazer, é o local onde, no Século 19, teria vivido o monge João Maria, personagem central da Guerra do Contestado. O parque é uma Unidade de Conservação, gerenciada e mantida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
ENTENDA O CASO
No dia 2 de julho, em visita à Lapa, o governador Beto Richa anunciou o lançamento da licitação para a empresa que retomará as obras de revitalização do Parque do Monge.
No dia 27 de maio, o Deputado Estadual Elio Rusch, o vice-prefeito da Lapa, Rui Suplicy Wiedmer e o vereador Mário da Farmácia se reuniram com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, em Curitiba, solicitando a retomada das obras de revitalização do Parque Estadual do Monge. Durante a reunião na Secretaria, Cheida concordou com a urgência necessária na reabertura do parque e, atendendo as solicitações do deputado Rusch e do vice-prefeito Rui, se comprometeu a conduzir o processo junto aos outros órgãos competentes, entre eles Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL).
Na segunda-feira, dia 23 de setembro, a emissora de TV Bandeirantes esteve na Lapa a convite de Márcio Assad e organizadores do movimento SOS Parque do Monge, para realizar entrevistas mostrando a atual situação do local. Aproximadamente 50 pessoas, entre estudantes, escoteiros e representantes do poder público estiveram presentes.
Segundo Assad, medidas compensatórias do Governo do Paraná ao município da Lapa (em obras e campanha publicitária para o turismo lapeano) e questão fundiária (propriedades do loteamento Vila Gruta do Monge, com mais de 60 anos de impostos pagos) são as abordagens que devem ser levadas em conta. “Exigir apenas nova licitação e obras prontas, bem feitas e em um prazo razoável já não atende mais as expectativas depois de um martírio de cinco longos anos”, desabafa.
O loteamento no entorno do parque tem 254 lotes, todos registrados desde 1953, com pagamento de IPTU. Uma comissão de moradores da Lapa resolveu levar o caso ao Ministério Público. O coordenador do Centro de Apoio Operacional as Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos, que os recebeu, explica que os encaminhamentos serão decididos em uma reunião com a presença do IAP. “Os moradores vão definir a data. A partir disso, vamos conversar e ver como é possível atender às reivindicações da população.”
Responsável pelo projeto, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou, por meio da assessoria de imprensa, que apenas um pedreiro da empreiteira trabalhava no parque e, por isso, grande parte da obra não foi executada. Além da estrutura de segurança na trilha, faltam ser construídos os banheiros e o centro de visitantes, com lanchonetes. O IAP não soube informar se a empresa receberá pela construção de escadas e fundação de parte da obra. Já a retirada de pínus e árvores exóticas, segundo o órgão, foi executada por outra empresa.
Na entrada do parque, cones e faixas de sinalização indicam que o local está em obras. O setor de informações está deserto, com os vidros quebrados. Em uma das faixas, o aviso de interdição foi coberto com tinta. De acordo com o IAP, as visitações somente são permitidas de forma monitorada, por questões de segurança. Os buracos na estrada que leva até o Parque do Monge também são motivo de crítica.

