Em sua página, o vereador relatou que esteve na manhã do dia 1º de outubro na Estação Ferroviária da Lapa, no bairro Estação, próximo ao Colégio Cooperativa. Lilo contou que ficou impressionado com o total estado de abandono do prédio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico. O vereador relatou, ainda, ter recebido inúmeras reclamações de moradores pelo fato de o local ter virado abrigo para usuários de drogas e mendigos. “O problema é que fica numa região residencial e ao lado de um Colégio, o que demonstra o risco tanto do ponto de vista da segurança pública como de proliferação de doenças, pois o local está acumulando sujeira por toda parte”, conta Wilmar.
A partir da divulgação do vereador Lilo, a polêmica foi formada. Tanto que, logo em seguida, Márcio Assad entrou em contato com Wilmar para conversar sobre o assunto e impedir que alguma atitude mais drástica fosse tomada. Na última gestão da Prefeitura da Lapa, Assad, junto de Ana Karina Azambuja, levantou esforços para realização de projeto de revitalização do espaço.
A conversa entre Márcio e Lilo aconteceu na tarde de quarta-feira, 2 de outubro. No encontro o vereador afirmou que não gostaria que ocorresse a demolição da Estação que, infelizmente está abandonada. Na ocasião, Assad repassou ao vereador informações sobre o projeto que foi elaborado junto de Ana Karina Azambuja, na gestão anterior.
Dentro do PAC das Cidades Históricas, o poder público municipal apresentou ao IPHAN propostas de plano que contemplava, entre suas principais ações, a Requalificação Urbanística do Centro Histórico, a restauração e reabilitação das Estações Ferroviárias de Lapa e Lavrinha, bem como dos casarios do centro. Até o momento em que se trabalhou junto à realização destas ações encontravam-se em andamento os projetos arquitetônicos e executivos das ações de restauro da Estação Central, da Estação de Lavrinha e Requalificação do Centro Histórico. Para apresentação destes trabalhos foi realizada, em dezembro de 2012, uma audiência pública. O próximo passo, após a entrega dos projetos à Prefeitura, seria a captação do recurso para execução destes trabalhos junto ao IPHAN, que é o órgão responsável pelo desenvolvimento das referidas ações junto ao Governo Federal. A verba seria proveniente do PAC das Cidades Históricas, que trata-se de uma ação intergovernamental articulada com a sociedade para preservar o patrimônio brasileiro, valorizar a cultura e promover o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos.
Mas, após as discussões abertas a partir do comentário do vereador Lilo, em pesquisa sobre o andamento das ações junto aos sites do Governo Federal e do IPHAN, a informação é de que a Lapa não foi contemplada pelo PAC das Cidades Históricas. Só Antonina, no Paraná, irá receber recursos. A Lapa, que tem o maior conjunto arquitetônico tombado pelo Patrimônio Histórico, ficou de fora.
Diante destas informações, Lilo afirmou que irá cobrar providências sobre o caso. “Agora vamos acompanhar as reuniões da Câmara e continuar em alerta em relação ao assunto, que só depende de vontade política para ser resolvido”, afirmou Márcio, contando que a Lapa foi pioneira no roteiro de turismo férreo no Brasil, o que determinou a sua inserção no mapa turístico nacional, mas a falta de suporte local acabou por inviabilizar propostas.
A sociedade lapeana espera uma resposta sobre as ações em relação ao município, mesmo que não iniciadas recentemente. Afinal, é preciso saber se ainda é possível ter esperança de que bom projetos sigam em frente e sejam realizados, beneficiando toda a comunidade.

