Negócios no campo?

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 Serviços, turismo rural e venda direta ao consumidor são oportunidades de geração de renda que os proprietários do Pesque e Pague Estância Gralha Azul não deixaram escapar.

 Década 1970 do século passado. Naqueles tempos, Tarciso e Isabela eram dois jovens, filhos de pequenos agricultores no município de Enéas Marques, região de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Quando se conheceram, o resultado não podia ser outro: paixão a primeira vista.

Da paixão, veio o casamento, oito anos depois. Ele com 21 anos, ela com 18 anos. Formou-se, assim, a nova família que precisava de terra para trabalhar.

Como a terra era pouca, a solução foi passar a criar suínos em sociedade com um dos irmãos de Isabela. Mas, logo na primeira safra, surgiu a doença conhecida como “Peste Suína”, que contagiou muitos animais no Paraná e no Brasil. As fronteiras foram fechadas para comercialização e o abate dos suínos doentes. O prejuízo daquele casal apaixonado e cheio de sonhos fez com que parassem com a atividade. Literalmente “quebrados” em relação às finanças, decidiram partir para a alternativa que surgiu: trabalhar como arrendatários em uma propriedade rural no município de Nova Prata do Iguaçu. Lá permaneceram pouco tempo.  O proprietário das terras arrendadas os convidou para trabalhar de empregados numa de suas fazendas, na cidade de Sorriso, no Estado do Mato Grosso.

Doze anos após Tarciso e Isabela se conhecerem, em 1982 o jovem casal enfrenta mais um desafio: viver no sertão do Brasil, como empregados rurais. Lá permaneceram por 16 anos, lidando com grandes áreas de produção (arroz, soja, milho, peixe, gado de corte…).  

Nesse meio tempo a família cresceu. Agora o casal estava acompanhado de três filhos. No entanto, a casa cheia não fazia diminuir a saudade dos outros familiares que ficaram no Paraná. Assim, em 1998 o irmão do Tarciso os convida a voltar ao Paraná, juntar os recursos e comprar uma pequena propriedade.

Em sociedade, Tarciso e seu irmão adquirem uma propriedade na Lapa. A área era de cinco alqueires, sendo dois para Tarciso e três para o irmão. Nessa negociação, Tarciso utilizou todo o dinheiro que conseguiu poupar em vinte anos de casamento, desde os idos de 1978.

Após a aquisição do pedaço de terra, começaram fazendo lavoura de milho e feijão. Depois, lidaram com gado de leite. A produção era entregue na antiga cooperativa Clac.

Nesse meio tempo surgiram oportunidades, como a de construir um tanque de peixe na propriedade. O tanque de peixe atraiu os pescadores e, aos poucos, Tarciso foi estruturando a propriedade para oferecer peixe frito e lanches. O negócio foi dando certo.

Hoje a propriedade está bem estruturada, recebendo os pescadores e seus familiares, oferecendo serviços de pesque-pague, serviços de bar, petiscaria, refeições, áreas de lazer, pedalinho, cama elástica e outros atrativos de lazer para crianças e adultos.

É, a vida mudou para Tarciso e Isabela. E, desde o início do pesque e pague, os filhos do casal foram se envolvendo com as atividades. As perspectivas? De ampliação, claro! O empreendimento absorve todo o tempo da família e ainda demandam serviços de outras pessoas para ajudar nas atividades.

A história de Tarciso, Isabela e seus filhos é exemplo de uma nova realidade rural, em que a prestação de serviços, o turismo na propriedade rural e a venda direta ao consumidor final são oportunidades de negócio e geração de renda. O Pesque e Pague Estância Gralha Azul, na Lapa, mudou a realidade de vida de Tarciso e Isabela. Assim como outros empreendimentos estão mudando a vida de várias famílias no campo.

Serviço

Endereço: Campo de Telha

Telefone: 9989-1331

                                                                                                                                                                                                                                                                                       

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