Os problemas da Rodoviária da Lapa

Lojista relata situações que estão causando problemas a empresários, funcionários e clientes. Segundo ele, administração do local não está resolvendo as questões.


Na última semana, um dos lojistas do Terminal Rodoviário da Lapa esteve na redação da Tribuna Regional para relatar a situação do prédio rodoviário, que está deixando alguns dos lojistas e funcionários do local indignados com a administração do prédio. O lojista relatou que há algum tempo estão pedindo soluções para a falta de vagas para veículos dos empresários no estacionamento da Rodoviária. Esta falta de vagas ocorre, conta ele, principalmente porque muitas pessoas que trabalham em Araucária e Curitiba deixam os seus automóveis o dia todo estacionados ali, ocupando as vagas. A consequência é que os lojistas, que chegam ao local entre as 5h e 8h para trabalhar, não conseguem vaga para estacionar os seus automóveis. “Muitas vezes deixamos nosso carro a uma, duas, até três quadras de distância, ou então nos vemos obrigados a deixar em estacionamento alheio, como o de bancos e supermercados. Assim, ficamos sujeitos a multa e guincho. Estamos num beco sem saída… E reclamar para a administração já não adianta mais. Estamos cansados de falar sobre o problema, mas a nossa única resposta é a que não há nada a fazer por nós. Que tipo de administração estamos tendo? Por que não ter algumas vagas para os lojistas?”, questiona o lojista.

No entanto, ao mesmo tempo em que há falta de vagas para os lojistas, há outros motoristas estacionando carros e até caminhões no pátio interno da Rodoviária, alguns até, inclusive, pernoitando. Qual é o critério para permissão, neste caso? Em relação a isso, o lojista que foi até a redação da Tribuna desabafou e disse se sentir humilhado e lesado pela falta de atitude da administração. E ainda perguntou como está o andamento da reforma do terminal.

Outro problema apontado pelo lojgista é a questão dos cães que perambulam pelo local. “Parece um verdadeiro canil, sem falar na quantidade de pombos que fazem ninhos na estrutura do terminal. Estes pássaros são considerados ratos que voam, transmitem doença e defecam nas pessoas que estão passando ou esperando ônibus”, completa. Ainda, se não bastasse, outro problema apontado é em relação ao calçamento por onde entram e saem os ônibus. Ali há verdadeiras crateras, pois são inúmeros e imensos os buracos que estão causando estragos e prejuízo aos ônibus e empresas de transporte.

O lojista relatou, também, a questão da segurança no local. Ele relatou que mendigos e bêbados costumam fazer arruaça por rali, causando confusões e até explorando idosos. Já os banheiros públicos em estados deploráveis, sendo que muitas vezes não há condições de uso. A cobertura do prédio, sempre que chove, molha mais dentro do que fora.

Voltando à questão de vagas para veículos, os automóveis que precisam utilizar a vaga de carga e descarga têm apenas um local, para um veículo apenas. Dessa forma, os caminhões e caminhonetes precisam parar na rua para descarregar as mercadorias para os lojistas. Outra reclamação é sobre a aparência em que o Terminal Rodoviário se encontra. “Turistas e viajantes chegam, observam e ficam indignados, é nessas horas que dá vergonha de ser lapeano”, relata o lojista.

Uma outra reclamação apontada é sobre a forma de tratamento que um funcionário, da área de segurança, utiliza para tratar com lojistas e funcionários. Grosseria e falta de educação são atitudes corriqueiras, conta o empresário. “Provavelmente essa pessoa não deve estar preparada e capacitada para trabalhar com o público. Até quando vai continuar assim?”, questiona.

Todos os anos os lojistas da Rodoviária precisam acompanhar o reajuste do aluguel. Mas, esperam ter o retorno do pagamento, pois há questões que, segundo o empresário, não estão sendo cumpridas pela parte administrativa do terminal.

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