Chuva de granizo, vendaval e queda de energia – estragos foram grandes após a passagem da chuva na quinta-feira à tarde.
No dia 5 de dezembro, por volta do meio dia, quem observava o céu percebia que ainda durante a tarde a chuva iria chegar à Lapa. Não demorou muito e água começou a cair, parecendo somente uma simples tempestade de verão. Mas, logo em seguida, ventos fortes atingiram a região, com direito a chuva de granizo. A força do vendaval foi tanta que diversas árvores da Avenida Manoel Pedro, no centro da cidade, tiveram galhos arrancados. Algumas, inclusive, vieram ao chão. Diversas casas foram destelhadas e, cerca de uma hora depois, a cidade toda ficou sem energia elétrica. A intensidade da chuva diminuiu por volta das 15h30min. Por volta das 17h a energia elétrica voltou a ser fornecida na região.
Segundo a Defesa Civil da Lapa, até a manhã de sexta-feira, 30 famílias haviam sido atendidas, por conta de casos de destelhamento. Também havia registro de onze árvores caídas, duas na região urbana e nove na área rural – cinco na comunidade do Marafigo e quatro em Johannesdorf. Ao todo, a Defesa Civil distribuiu cerca de 1.300 metros de lona aos atingidos e havia registro de estragos nas comunidades de Passa Dois, Marafigo e na região central. No entanto, os números dos estragos devem ter sido maiores. Como houve queda de energia elétrica e os telefones deixaram de funcionar, a Defesa Civil acabou não atendendo muitos casos que somente na manhã de sexta-feira passaram a ser conhecidos.
Os sinais de telefone celular e televisão também caíram e a fila de pessoas na unidade da Copel, na manhã de sexta-feira, era grande.
ZONA RURAL
Na localidade de Barreiro Grande, a leitora Rosicleide Valente conta que a chuva iniciou por volta das 14h, com um pouco de vento. Logo em seguida o céu ficou escuro e a chuva veio com mais força e muito vento. O resultado foi a queda do telhado do barracão da propriedade, atingindo o caminhão, molhando o adubo, o veneno, as sementes de trigo e azevem (que haviam sido secos semanas antes), estragando máquina de limpar sementes e o chupim (máquina de transporte de sementes). Além disso, a força do vento e da chuva derrubou o poste de energia elétrica de frente da propriedade. Ou seja, os moradores tiveram grande prejuízo e ficaram sem energia e comunicação pelo menos até sexta-feira ao meio dia.
Ainda na região, é possível verificar os estragos em casas e na Igreja, que tiveram destelhamento. Muitas árvores que foram atingidas vieram ao chão.
COPEL
Mais de 300 empregados da Copel trabalharam no restabelecimento da energia em Curitiba e Região Metropolitana. Às 10h de sexta, dia 6, cerca de 20 mil domicílios permaneciam sem luz em Curitiba e Região Metropolitana. Desses, 6 mil estavam localizados na capital.
Durante o forte temporal que atingiu a região leste do Paraná na tarde de quinta, 5, cerca de 150 mil domicílios ficaram sem luz na RMC. Desde o início do temporal, as equipes da Copel se mobilizaram para trabalhar no restabelecimento da energia. Os ventos fortes e as descargas atmosféricas causaram quedas de postes e quedas de árvores sobre a rede, dificultando o trabalho.
Para restabelecer a energia, as equipes da Copel trabalharam noite adentro e continuaram os serviços na manhã de sexta. Em muitos casos, as equipes precisaram serrar árvores e reconstruir trechos de rede devido à gravidade da situação. A Companhia informou, no início da tarde de sexta, que não iria medir esforços para religar todos os consumidores o mais rápido possível. A previsão era de que os trabalhos se estendessem pela manhã e pela tarde de sexta-feira

