A vida no centro urbano coloca o ser humano em uma corrida frenética. Quando andamos pela rua, principalmente no centro da cidade, o que vemos são diversas pessoas correndo de um lado para o outro. Umas estão indo visitar clientes, outras indo ao banco pagar as contas, algumas negociando dividas e várias dentro das lojas consumindo alguma coisa. Interessante é que no outro dia se repete a mesma cena. E no outro a mesma coisa e no terceiro dia isso virou rotina. Assim as pessoas vão para o trabalho e para outras atividades no piloto automático, como robôs.
Passam os seus dias como fossem programadas para fazer aquilo e, quando chega a noite, tomam um banho, sentam na sala e aprendem a consumir mais. Comprar, comprar e comprar é o foco da mídia e geralmente nesse processo acabam dormindo em frente à televisão e, no próximo dia, tudo se repete.
Há aquelas que estão um pouquinho mais conscientes e vão para uma academia praticar exercícios físicos. Isso é bom, Mas, observando melhor, chega um ponto em que aquilo se torna uma rotina também. Quando olhamos mais de perto, a academia se tornou parte do sistema onde há uma programação de rotinas e isso transforma-se como a corrida do dia. Quem pratica MMA ou Karatê hoje em dia, por exemplo: olhando mais de perto vemos pessoas chutando um saco de pancadas no intuito de extravasar o fardo do dia e perder peso. Isso porque passamos a semana engolindo a comida ou almoçando sanduiches rápidos com batatas fritas gordurosas.
Muito dinheiro, sucesso, carro novo e corpo sexy é meta para ser feliz.
As pessoas estão tão ocupadas com isso e não têm mais tempo para si mesmas. Quer ver uma coisa? Voltando à academia, hoje a cultura é treinar uma arte marcial para aprender a se defender e competir. Veja, competir para ganhar do mesmo jeito como na sociedade. Mas, você sabia que as culturas que desenvolveram as artes marciais fizeram isso com uma meta muito diferente da que vivemos hoje? A meta era treinar para desenvolver a força interior e o foco disso era despertar o espírito, nunca competir.
A grande maioria arruma tempo para tudo, menos para si mesmas. Raras são as pessoas que dedicam tempo para desenvolver a si próprias em termos espirituais – e aqui me refiro não a um dogma, mas a entender o verdadeiro sentido da vida. Quando você morrer, para onde vai? Pense e deixe de lado por um minuto aquelas respostas prontas que aprendemos desde a infância. Por que você está aqui? Quem é você? (Semana que vem vamos trabalhar mais nisso). O ser humano se tornou um escravo do trabalho e passa a vida como um robô acumulando bens materiais, impossíveis de levar junto no caixão. Claro que não há nada de errado em querer deixar uma situação mais favorável para os filhos, mas nunca podemos fazer isso em detrimento de nossa vida espiritual. Percebe?
O trabalho e os estudos têm que ser uma forma de expressão e nunca devem se tornar o seu senhor a ponto de impedir você de poder trabalhar sua mente, fazer meditação ou ter aquele momento de contato com o Divino, chame isso de reza ou oração, mas um contato de qualidade, buscando se conhecer mais e não simplesmente ficar pedindo, como aprendemos a fazer.
Reflita isso! Nos vemos na próxima semana!
Professor Alessandro Henrique

