Sugestões para se descobrir um novo mundo As minhas primeiras opiniões neste pequeno grande j

foram sobre o turismo e sobre a arte na Lapa. Mas, como sou mais artista do que turista, a conversa, como esperado, vai aos poucos tomando o seu devido rumo. Então, desta vez falarei só de arte.

Na semana passada comentei sobre a importância da arte na vida do ser humano e coloquei-a a apenas um nível inferior à necessidade da sobrevivência. Mas, algum tempo depois percebi que havia me equivocado por ter dito algo sobre o que a referência era apenas a minha própria experiência e meu ponto de vista.

A comprovação de que a arte não faz falta nenhuma está na programação das TVs voltadas ao grande público, nas rádios e na mídia impressa, que parecem viver numa eterna disputa, não pelo primeiro lugar no IBOPE, mas pelo último lugar no que se refere à qualidade de suas programações. As pessoas nascem, vivem e morrem neste turbilhão de consumo e futilidades, no qual um artigo que deveria atender as necessidades da alma se torna mero produto de consumo, e, ao invés de elevar o ser humano a um patamar acima, contribuindo com o seu desenvolvimento intelectual e emocional, apela para seus instintos mais básicos e primitivos.

Uma tragédia cuja culpa é de responsabilidade do público, que pede estas drogas, e das mídias que as entregam.

Mas, se partirmos do princípio de que não se ama, não se sente falta e não se quer o que não se conhece, dá pra dizer que nada está perdido. A situação pode ser mudada (ou melhorada) se esta nova geração tiver a oportunidade de conhecer  algo diferente do que lhe é mostrado atualmente.

Sem ter a pretensão de querer ensinar a pais e professores como educar filhos e alunos, sugiro que estimulem o desenvolvimento do senso crítico de jovens e crianças através da arte para que estas crianças não sejam vítimas fáceis destas seduções, e se tornem adultos com sensibilidade, conhecimento e com uma visão crítica e diferenciada do mundo. Podemos começar a fazer isto através da música. Para isto, vou dar algumas sugestões musicais trazendo referências no repertório que eu ouvia quando adolescente, nos anos da década de 1970 (que até hoje acho insuperável pela diversidade e experimentação que se fazia). As indicações que farei não são exatamente de músicas feitas da época, mas de trabalhos de compositores e instrumentistas que surgiram na época e que hoje fazem músicas que agradam a qualquer pessoa de qualquer faixa etária.

A primeira indicação é o flautista inglês Ian Anderson, que pertenceu ao grupo Jethro Tull e hoje tem várias gravações com orquestras sinfônicas. Belíssimos espetáculos. A segunda indicação é o tecladista Rick Wakcman, que se destacou no grupo Yes, depois partiu para a carreira solo e também tem algumas apresentações com orquestras sinfônicas. Assistir a destreza de Weckman nos teclados, por si só, já é um espetáculo. Algumas apresentações destes músicos estão disponíveis em vídeos no Youtube.

Vale a pena ver e chamar a garotada pra conferir. Uma rápida olhada nestes vídeos poderá mudar a vida de muita gente.  

Envie comentários e sugestões para evandroel@yahoo.com.br

 

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