Olá queridos leitores, hoje vamos abordar um assunto para aquelas pessoas que estão com obesidade mórbida, e que não conseguem emagrecer com exercício e regime alimentar.
Estou falando da cirurgia de redução de estômago, que é indicada apenas para pacientes com IMC (índice de massa corpórea) acima de 35 (equivalente à obesidade mórbida), com diabetes tipo 2, resistente a outros tipos de tratamentos com remédios e dietas.
Ela pode ser realizada a partir dos 16 anos e só é contraindicada para pessoas com problemas cardíacos e pulmonares, hérnia de hiato e refluxo gastroesofágico severos ou que não estejam em condições físicas e psicológicas de fazer uma cirurgia.
A situação não é bem simples assim, pois alguns pacientes submetidos à cirurgia de redução do estômago apresentam, após cinco anos ou mais, um considerável novo ganho de peso. Além disso, outros distúrbios também estão sendo observados no mesmo período, após a operação, entre eles o alcoolismo, anorexia, bulimia, bruxismo, aumento excessivo de cáries e dentes quebradiços. As informações vêm sendo obtidas e interpretadas por um grupo de estudo multidisciplinar do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP. De acordo com o médico e coordenador do grupo, Bruno Zilberstein, o estudo pretende mostrar que a operação não é o fim do tratamento. “Esses pacientes podem substituir uma compulsão por outra. O segredo para o sucesso é o acompanhamento”.
Em 2009, foram realizadas 1,5 mil cirurgias bariátricas em pacientes com até 20 anos. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE, referente aos anos de 2008 e 2009, mostram que 21,7% dos jovens, entre 10 e 19 anos, estão acima do peso. Já as crianças, entre cinco e nove anos, mais de 30% apresentam excesso de peso.
O Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza cirurgia bariátrica, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Técnicas avançadas e profissionais com ampla experiência reduzem o risco de complicações durante e após o procedimento cirúrgico.
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