Projeto Suíno Especial como incentivo ao consumo da carne suína

 

O consumo de carne suína no Brasil é de 14 quilos por habitante ao ano. Um número pequeno, se comparado a países europeus, onde o consumo passa de 45 quilos, e até mesmo em comparação a um país vizinho, o Paraguai, onde é de 30 quilos per capita.

Estudos evidenciam que o motivo, em parte, do baixo consumo de carne suína no Brasil deve-se à apresentação do produto de consumo no mercado varejista.

Analisando-se o mercado do produto, temos que, no Paraná, o mercado independente de carne resfriada movimenta 50 mil suínos abatidos por semana, o que corresponde a 40% da produção do Estado. Neste contexto, os produtores independentes são os principais responsáveis pelo abastecimento do mercado de carne resfriada.

Já a Região Metropolitana de Curitiba representa quase 50% deste mercado, onde operam mais de 60 pequenos e médios abatedouros e mais de 180 pequenas agroindústrias familiares (Fábrica do Agricultor).

A média de peso vivo dos animais abatidos é de 90 a 100 quilos – inadequados para a elaboração de cortes mais apropriados para o consumo no cotidiano, tampouco para a elaboração de produtos industrializados de melhor qualidade.

Visando mudar esse quadro e assim promover o incentivo ao aumento do consumo de carne suína, o Instituto EMATER, em parceria com a Embrapa-CNPSA, a UFPR e a Associação Suinosul, está desenvolvendo projeto de pesquisa visando a produção de suínos especiais. Trata-se do projeto “Suíno Especial”.

Segundo o engenheiro agrônomo, Remi José Sterzelecki, que é Coordenador Estadual da Área de Suinocultura e Cadeia de Carnes e também Coordenador Estadual do Projeto Suíno Especial no Instituto EMATER, o objetivo é divulgar e estimular a produção de uma carcaça diferenciada, proveniente de animais abatidos com peso de 135 quilos.

Resultados já obtidos dessa pesquisa têm demonstrado que os cortes provenientes dos suínos especiais, com peso de 135 quilos, em relação aos suínos com peso entre 90 a 100 quilos, são superiores em rendimento e qualidade dos cortes (lombo, picanha, coxão mole, filé mignon e copa industrial).

A etapa atual do projeto visa organizar o setor, envolvendo o produtor, a indústria e o varejo.

 

Please follow and like us: