Pensar, refletir, discutir, se engajar, lutar. Tudo isso é sinônimo de ser cidadão. E, a cidadã lapeana Aline Dittrich Zappa cumpre com maestria tudo o que caracteriza uma verdadeira pessoa envolvida com a comunidade, que se preocupa com o todo.
Atualmente aposentada, divide seu tempo entre Buenos Aires (Argentina), Portugal e Brasil. Foi professora durante toda sua vida e sempre participou com entusiasmo das lutas políticas do município, sendo a primeira mulher candidata a prefeita da Lapa nos idos de 1970. Um de seus hobbies prediletos: escrever contos, já publicados em diversos livros, entre eles “Como folhas ao vento”, “Retratos”, “No reino da fantasia”, “Duendes e fantasias”, “Num jardim encantado”, “Curandeira” e “Pluma Mágica”.
Nascida no ano de 1929, afirma não gostar de produzir seus textos utilizando-se de computador. Nem mesmo a máquina de escrever a conseguiu seduzir. Seus pensamentos, reflexões e estórias ganham vida a próprio punho, ali, junto da caneta e do papel mesmo. Quem já conheceu algum de seus diversos contos, sabe que esta maneira tão tradicional de produzir suas obras não influi em nada na qualidade final. Pelo contrário!
E, agora, Aline resolveu partir para outro estilo literário, o do romance policial. A ideia surgiu como um desafio proposto por sua cunhada Maria José (esposa de Sidney Dittrich Zappa). Afinal, a lapeana gosta tanto de ler este estilo literário. Por que não passar a escrever?
Na obra intitulada “Os Herdeiros”, Aline conta a história de Cathy, jovem que fica órfã aos 15 anos, e foi adotada pelo tio, encarregado de completar sua educação. Graças ao tino administrativo do referido tio, os bens herdados por Cathy haviam se multiplicado, mas, misteriosamente, seu tio morre. Os intrigantes fatos, as suspeitas ainda vagas e as surpresas que ainda estavam por vir para Cathy, no desenrolar deste mistério, conduzirão o leitor a um apaixonante e surpreendente caminho investigativo. Como a própria autora afirma em seus agradecimentos, no livro, “(…) ter cultura não é conhecer tudo, mas saber onde encontrar as respostas”. E aí fica o mote para o leitor: saber onde encontrar as respostas para o mistério envolvido no livro.
Assim, com o jeito eloquente de colocar as ideias no papel, a autora surpreende mais uma vez na aventura do gênero policial. Leitura recomendada!

