A curva existente no Km 180,5 da BR 476, localizada na divisa entre os municípios de Lapa e Contenda é cenário constante de acidentes na rodovia. Isso ocorre mesmo depois que a Concessionária de Pedágio Caminhos do Paraná realizou obras na pista, visando alargar a via de rodagem e tentar minimizar os riscos de acidentes no local.
No dia 17 de abril, véspera de feriado de Páscoa, mais um triste registro de acidente ocorreu no local. Quem conta os detalhes sobre a ocorrência é Henrique Budziacki, que mora exatamente em frente à curva que é palco constante de tragédias de trânsito na rodovia. Acompanhe o seu relato:
“No dia 17 de abril, aproximadamente às 11h30min, aconteceu um grave acidente na BR 476, no km 180,5, envolvendo um caminhão que transportava cimento, conhecido como ‘Cebolão’, de propriedade da empresa Concreoste, de Chapecó (SC). O veículo trafegava de São Paulo com destino a Chapecó e, na saída da curva deste quilômetro, veio a tombar, indo de encontro ao barranco.
Por conta do acidente, um dos ocupantes do caminhão veio a óbito. O seu nome não foi revelado pelos profissionais que atenderam a ocorrência. Fora acionado a Caminhos do Paraná, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil da Lapa, a Polícia Rodoviária Federal e, para ajudar a remover o motorista ferido, um helicóptero da Polícia Militar do Paraná. Como o cavalo mecânico do veículo ficou aproximadamente a 50 centímetros do barranco, houve certa dificuldade na operação dos equipamentos utilizados pelos socorristas envolvidos no resgate. Para conseguir maior agilidade em sua remoção e transporte, um helicóptero da Polícia Militar efetuou o salvamento, ficando a pista interditada por aproximadamente 30 minutos.
A carga de cimento ficou intacta e, no dia 18 de abril, o proprietário da empresa foi até o local. Ele relatou que conversou com o motorista do caminhão Ezequiel Boita, no hospital, sendo que este encontrava-se lúcido, se recuperando bem do acidente.
Depois de saber que o motorista se recuperava bem e de ter verificado a situação da carga, ainda era necessário remover o cimento do local. Segundo o dono da empresa, seria preciso bombear a carga do veículo para outro tanque. No entanto, a tentativa foi em vão, tendo em vista o rompimento de uma comporta. Assim, no destombamento o tanque poderia romper e todo o cimento vazar. Mas, havia uma última alternativa: utilizar dois guindastes, com capacidade de 50 e 30 toneladas, que suspenderam o tanque, o deixando na posição normal. Desta forma, foi engatado o cavalo mecânico, seguindo para destino final.
No dia 21 de abril, recebi e-mail dos familiares do motorista Ezequiel Boita, que solicitaram que repassasse os agradecimentos a todos os que estiveram envolvidos na operação de salvamento.”

