Jovem lapeano lança seu primeiro livro

Eduardo Bote, autor do “Enigma da Matriz”, publicado na Tribuna Regional, lançou sua primeira obra literária, “O Cetro de Bör”, por uma editora independente. Confira a entrevista que o autor concedeu ao pequeno Grande.

 

Você lembra, leitor, da sequência de textos publicados na Tribuna Regional, intitulados “O Enigma da Matriz”, de autoria do jovem lapeano Eduardo Bote?

Quem leu, conhece o talento deste escritor que, agora, está lançando seu primeiro livro: “O Cetro de Bör”.

A obra conta a história de Camila, que mora com o tio e fica incomodada com um estranho barulho que toma conta da casa durante a noite. Reunindo coragem ela resolve investigar essa história toda e acaba se deparando com algo que não esperava. Revelações são feitas e traições aparecem. Em um ato desesperado – e quem sabe insano – ela acaba mergulhando em um mundo totalmente novo com criaturas fantásticas, magia e um inimigo poderoso que quer sua morte. Ela então vai em busca do Cetro de Bör para lutar contra as forças malignas que querem sufocá-la. A questão é: estaria ela pronta para enfrentar todas as coisas ruins que a cercam? Esta é uma história divertida e ao mesmo tempo de uma perigosa aventura, na qual o leitor é convidado a embarcar junto com a personagem principal.

Segundo o autor, o livro segue um ritmo de “batimento cardíaco”, ou seja, tudo é contado de forma rápida, sem se apegar aos detalhes. Segue a linha infanto-juvenil por ser cheio de aventuras e sem cenas de violência fortes ou aprofundamento psicológico. Quando questionado se o livro terá uma continuação, a resposta de Eduardo: “Minha boca permanecerá fechada!”

Mas, para saber mais sobre o autor do livro, um garoto que estudou toda a sua vida em escolas e colégios públicos na Lapa e, agora, se destacando como escritor, a Tribuna fez uma entrevista com Eduardo Bote. Você também pode saber mais sobre o autor e também sobre o livro no blog

http://vamoslerumpouquinho.blogspot.com.br e no site http://agbooks.com.br/book/168895O_cetro_de_Bor.

Confira a entrevista para a Tribuna Regional:

 

Tribuna Regional: Quem é o autor de “O Cetro de Bör”, qual a sua formação?

Eduardo Bote: Sou Eduardo Luiz Alves da Silva Bote, tenho 18 anos e passei por três escolas da Lapa. Quando criança estudei na Dr. Pedro Passos Leoni, depois fui para o Polivalente e fiz o ensino médio no Colégio São José, onde tive a melhor fase de meus estudos, tive vários professores maravilhosos! Comecei a cursar Letras na PUC-PR, mas não me identifiquei com o curso da forma que queria, por isso tranquei e pretendo voltar ano que vem ou no próximo para cursar um curso que nunca saiu de minha área de interesse: jornalismo. E sou apaixonado por Engenharia Civil também. Atualmente estou dividido entre Campo Largo e Curitiba.

 

TR: O que o motivou a começar a escrever? Houve algum incentivo por parte de pais, professores, colegas, familiares?

E.B.: Sempre li muitos livros e tinha uma vontade quase incontrolável de escrever um também e, por isso, decidi arriscar escrevendo contos curtos. Quando estava estudando no Polivalente tive o apoio da professora Maria Terezinha Rebelato. Adorava as aulas de português dela e muitas vezes ela leu meus textos para a turma toda ouvir e eu pensava: “poxa, acho que escrevo bem”. O interesse dela em meus escritos foi uma grande motivação. No ensino médio foi a professora Eloisa Murbach Arbigaus que me proporcionou isso. Sempre se interessou também e me fez descobrir um lado novo meu: o da poesia. Tive vários amigos que me apoiaram, mas os principais foram o Luiz Guilherme Rodrigues e a Ruth Michaela, que está sempre antenada em meus novos textos! Além disso, tive apoio da família também.

 

TR: Quando começou a escrever? No início, havia algum tipo específico de texto que você dava preferência ou tinha mais facilidade?

E.B.: Quando criança arrisquei algumas coisas, mas meu primeiro texto “de verdade” escrevi aos dez anos e se chamava “A magia do livro de Eustázio”. No começo, gostava de escrever contos de literatura fantástica. Esse tipo de texto brotava aos montes em minha cabeça. E brota até hoje.

 

TR: Textos seus já foram publicados no pequeno Grande. Estamos falando da série “O Enigma da Matriz”. Quanto tempo levou para escrever todos os capítulos? Teve alguma inspiração para o tema? Qual?

E.B.: O “Enigma da Matriz” surgiu quando passei pela praça voltando de um ensaio e tive a ideia de colocar ali um assassinato. Acho que sou um pouco malvado e então comecei a bolar a trama. Cada capítulo levava uma tarde toda para escrever, depois revisava e tirava fora as partes que não gostava. Sempre gostei de escrever contos envolvendo a cultura lapeana. Posso adiantar que desde o final do ano passado estou escrevendo um livro que se passa na cidade e engloba muitas lendas, fatos históricos e – é claro – fantasia.

 

TR: Hoje você tem um livro lançado. Como isso ocorreu?

E.B.: Na verdade esse livro ficou pronto muito tempo atrás e um amigo chamado Felipe Guiguel foi o primeiro a ler e fez pressão até que eu publicasse, pois não estava em meus planos lançar um livro. Eu tinha medo de ninguém gostar ou ele nem mesmo chamar a atenção.

 

TR: Houve patrocínio para a publicação?

E.B: Não. O livro é por uma editora para autores independentes (AGBooks) e todo o trabalho deve ser feito pelo autor (e no meu caso também tenho o ilustrador da capa). A editora e gráfica entram apenas com o trabalho de impressão, venda e distribuição.

 

TR: Quando o livro foi lançado e onde? Onde será distribuído (livrarias, escolas etc.)? 

E.B.: O livro já foi lançado, faz menos de um mês. Na verdade divulguei apenas para amigos de uma rede social. Por meio dessa entrevista pretendo começar uma “divulgação de verdade”. O livro é vendido apenas no site da editora, as livrarias que quiserem adquirir devem fazer pedidos pelo site. Pretendo, quem sabe um dia, passar nas escolas da Lapa contando um pouco sobre o livro, já que é voltado ao público infanto-juvenil.

 

TR: Houve algum incentivador para o lançamento do livro? Quem e qual a relação desta pessoa contigo?

E.B.: O principal deles foi o Felipe Guiguel. Também teve o Luiz Henrique, que fez a capa linda do livro, o Luiz Guilherme, que sempre manifestou interesse em meus textos, desde anos atrás e minha irmã Maria Eduarda.

 

TR: Como se sente, um escritor tão jovem, já com um livro publicado?

E.B.: Me sinto como se houvessem dragões em meu estômago! É ao mesmo tempo muito bom e assustador. Você percebe que outras pessoas vão ler uma história sua e fica aquele medo de não agradar. Acho que todo escritor quer sempre dar uma leitura divertida e prazerosa para seus leitores.

 

TR: Após este lançamento, quais são seus projetos futuros?

E.B.: Pretendo escrever outros textos e dessa vez perder o medo e enviar para uma editora do Rio de Janeiro para tentar ver um original meu ser aprovado e publicado com o selo editorial deles. Além disso, vou decidir se volto para a universidade ano que vem ou se me jogo em um cursinho.

 

TR: Já possui algum texto em “construção”?

E.B.: Sim, tenho dois. O livro envolvendo a Lapa e o primeiro volume de uma série fantástica que pretendo enviar para a editora carioca. Além deles tenho outros esboços, mas esses vão demorar um pouco mais para começarem a ganhar forma.

 

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