Dez anos sem a Dona Mariazinha

Na data de 18 de agosto completará dez anos que Maria de Souza, conhecida carinhosamente como Dona Mariazinha, se despediu de seus amigos e familiares para o descanso eterno.

Dona Mariazinha, benzedeira, de fé inabalável, por muitos anos viveu na Lapa. Mais tarde mudou-se para Curitiba, onde atendia os que dela necessitavam ali, na sala de sua casa. Sua partida deixou saudades, mas também muitas boas recordações de bênçãos, conselhos e orações. Nesta data, os filhos Fátima, Helton e Clotilde prestam uma homenagem a ela, que a tantos estendeu a mão. A equipe da Tribuna, através das belas palavras de seus filhos, presta homenagem a Dona Maria, pessoa amorosa, honrada e exemplo de vida para todos aqueles que tiveram oportunidade de conhecê-la.

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“Mãe Maria! Que saudade da senhora! Saudade de nossos passeios, das conversas que sempre tivemos, do nosso dia a dia, da sua sabedoria, da sua graça, da sua comida saborosa, de sua maneira simples de contar as coisas, da sua presença maravilhosa. Ah! Mãe, quanta falta sinto… Principalmente do seu apoio, do seu ombro, sempre amigo para me encostar, de seus braços que, envolventes, me abraçavam. Seus carinhos: guardo-os na memória. Tem dia que sinto sua presença, em qualquer objeto que pego ou nas nuvens que vejo pela janela, penso que pode estar ali, naquela, a me espiar. Meu coração chora, sinto-o apertado.

Hoje é seu aniversário. Aqui todos vão se lembrar. Vamos enfeitar sua morada tão gelada com flores, carinho e muito amor. Lágrimas, com certeza, orações. Tudo que uma mãe como a senhora merece receber. Pedirei aos pássaros que passarem lá por perto que cantem em sua morada, mãe querida. E que o sol esquente todo teu cantinho. E que o calor chegue até lá embaixo.

Na realidade sei que nada mais resta, mas como a deixei ali é ali que imagino. Repousa seu corpo, livre de qualquer mácula. Sua memória pra mim será sempre altaneira, pois ninguém como a senhora merece um trono de rainha em nossos corações. Quando pronuncio seu nome penso na honradez, na dignidade, na beleza da alma, do caráter daquela que tudo fez para seus filhos, para os amigos e que ninguém esquece. Oh! Mãe! Minha mãe… Rogai a Deus por mim, preciso tanto desta sua ajuda. Peço sua bênção, mãe querida, hoje e sempre. Até o dia do nosso encontro, no plano espiritual em que se encontra. Bênção mãe… Olhe por mim… Por nós, por todos nós que precisamos. Te amamos.”

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