Rodeio de 50 anos do CTG Esteio da Tradição transforma a Lapa em capital do tradicionalismo

Evento de 13 a 15 de fevereiro no Parque de Exposições reúne competições, homenagens históricas e programação cultural que projeta o futuro da cultura gaúcha no Paraná.

A Lapa será o centro do tradicionalismo sul-brasileiro entre os dias 13 e 15 de fevereiro, quando o CTG Esteio da Tradição realiza, no Parque de Exposições e Rodeios, o Rodeio Crioulo comemorativo aos 50 anos de tiro de laço e de atuação cultural da entidade. O evento reúne competidores de vários estados, atrações para toda a família, homenagens aos fundadores e ações sociais, com expectativa de grande público e impacto direto no turismo e na economia local.

À frente da patronagem, Paulo Ribeiro define o momento como de “muito orgulho” e, ao mesmo tempo, de grande responsabilidade. “É um evento tão grande, tão grandioso, que dá um orgulho enorme estar à frente, com o coração cheio de alegria”, afirmou o patrão ao falar sobre a edição que marca o cinquentenário do CTG.

A expectativa da organização é atrair um público numeroso e diversificado, com presença expressiva de famílias e crianças, justamente para fortalecer o vínculo das novas gerações com a cultura tradicionalista. Segundo Paulo Ribeiro, a abrangência do rodeio ultrapassa os limites do município. “Vem muita gente de fora, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. É um público grande que se desloca especialmente para participar e assistir aos nossos rodeios”, destacou.

A programação dos três dias foi desenhada para unir competição, espetáculo e identidade cultural. Entre os destaques estão o tiro de laço, a geneteada em cavalo chucro, a prova de rédeas e a tradicional prova do cepo, uma atração pouco comum que mistura habilidade, domínio do cavalo e espírito lúdico. Nela, os competidores circulam montados até a música parar e precisam desmontar rapidamente para sentar em um dos cepos no chão, sem perder o controle do animal. “É como uma dança das cadeiras, só que a cavalo. É bonito, é diferente e o público gosta muito”, explicou o patrão.

Além das disputas na cancha, o rodeio também será um momento de reverência à história do CTG. No domingo, às 11 horas, será celebrada uma missa solene em escampado, seguida da entrega de certificados e troféus às famílias de tradicionalistas que marcaram a fundação e a consolidação da entidade, como Alfredo Azambuja, Aloizio Kuss Marins e Antônio Bassani. A homenagem simboliza a continuidade de um legado que atravessou gerações e permanece vivo na Lapa.

O impacto do evento vai além da cultura. Para Paulo Ribeiro, o rodeio é um motor importante para o comércio e o turismo do município. O fluxo de visitantes movimenta mercados, armazéns, restaurantes e a rede de serviços, além de estimular o turismo histórico. “Muita gente vem para o rodeio e aproveita para conhecer a cidade, visitar os museus e o centro histórico. Isso gera um movimento muito bom para o comércio”, afirmou.

A edição dos 50 anos também se diferencia pelo seu forte simbolismo de continuidade. O patrão destaca que o evento representa a prova de que a tradição não desaparece, apenas se renova. No CTG, já é possível ver três gerações — avô, pai e filho — competindo juntas no laço, o que motivou inclusive a criação de um troféu específico para incentivar essa passagem de bastão. “Muitos diziam que a tradição estava acabando, mas ela só pode dar uma abaixada, nunca acaba. Sempre vai ter alguém puxando e mantendo”, reforçou.

A força por trás de toda essa estrutura está no trabalho voluntário. Cozinheiras, famílias, equipes da mangueira, recepção e organização do baile atuam de forma integrada para garantir que o rodeio aconteça. A programação social inclui um baile no sábado à noite e uma domingueira no domingo, com entrada mediante a doação de um quilo de alimento para a APAE da Lapa, reforçando o papel solidário do CTG como entidade sem fins lucrativos.

Ao celebrar meio século de história, o Rodeio Crioulo do CTG Esteio da Tradição não apenas homenageia o passado, mas afirma a Lapa como um polo vivo do tradicionalismo no Sul do Brasil. Entre competição, cultura, turismo e ação social, o evento de fevereiro projeta uma tradição que segue passando de mão em mão, agora sustentada também pelas novas gerações que já ocupam a cancha e garantem que esse legado continue por muitos anos.

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