
Integração ao Complexo Hospitalar do Trabalhador e parceria com o Município impulsionam expansão do serviço cirúrgico; unidade atende região de 270 mil habitantes
O Hospital Regional da Lapa São Sebastião registrou 126 cirurgias no primeiro quadrimestre de 2026 — média de 31,5 procedimentos por mês —, reflexo direto da reestruturação iniciada quando a unidade passou à gestão do Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), em 2020. No mesmo período, foram realizadas 846 consultas de cirurgia geral e 304 avaliações anestesiológicas, etapa que antecede cada intervenção e aponta uma fila de pacientes ainda em preparação pré-operatória.
Os números ganham peso quando comparados ao ponto de partida. Em 2019, o hospital operava com apenas 49 leitos e registrou 413 internações no ano inteiro — menos do que as cirurgias realizadas nos quatro primeiros meses de 2026. A mudança de gestão, seguida de investimentos de aproximadamente R$ 21 milhões em reformas, abertura do Pronto-Socorro, atualização da infraestrutura elétrica e aquisição de equipamentos, transformou o perfil da unidade.
Para o Diretor Técnico Dr. Paulo Frisso Jr., os resultados são consequência direta de uma arquitetura institucional que demorou para se consolidar, mas que agora funciona. “A incorporação ao CHT trouxe capacidade de gestão que a unidade não tinha sozinha. A parceria com o Município da Lapa entrou para fechar o ciclo — sem essa articulação local, parte do que construímos não teria saído do papel”, afirmou.
A participação da Prefeitura da Lapa vai além do apoio institucional. O Município atua como interlocutor junto à Central de Regulação do Estado, que é o canal pelo qual os pacientes da Lapa e dos municípios vizinhos acessam as cirurgias eletivas de média e baixa complexidade ofertadas pelo São Sebastião. Sem essa engrenagem funcionando, os leitos e salas cirúrgicas operam abaixo do potencial.
Fundado em 1927, o São Sebastião é referência para uma área que abrange aproximadamente 270 mil habitantes, incluindo Lapa, Contenda, Antônio Olinto, Campo do Tenente, Porto Amazonas, São João do Triunfo, Palmeira, Balsa Nova, Quitandinha, Rio Negro, Piên, São Mateus do Sul e Agudos do Sul.
A relação entre consultas e cirurgias — 6,7 atendimentos ambulatoriais para cada procedimento concluído — indica um processo estruturado de triagem. O volume de avaliações anestesiológicas, 2,4 vezes superior ao número de cirurgias realizadas, reforça que há demanda reprimida sendo processada no sistema.

