Craques do passado em alegre reunião na Lapa

Uma viagem pelo túnel do tempo do futebol

Um sucesso o encontro para visita ao Memorial do Futebol na Praça General Carneiro, 370, na Lapa, ocorrido no sábado, 06 de agosto. Nomes que durante anos deixaram nomes gravados na história do futebol paranaense atenderam aos convites formulados pelo Dr. Reginaldo Cleon Aracheski, responsável pelo museu e pelo nosso comparecimento, valorizando altamente a reunião, possibilitando horas extremamente agradáveis com inúmeras recordações.

Presença de praticamente três gerações de futebolistas, alguns passando dos oitenta, outros dos 60 e alguns dos 40 ou 50 anos. Houve também a presença de conceituados homens dos meios de comunicação como José Maria Pizarro, Valmir Gomes e Paulo César Tieman. Valmir e Paulo César também foram jogadores, inclusive em algumas fotografias do Real a presença de Valmir. Paulo César foi zagueiro com passagens pelo Pinheiros e pelo Ipiranga, o “vovô de nosso futebol amador”.

Acir e Ivo Dorigo fizeram doações de importantes documentos para o trabalho idealista do Dr. Reginaldo Cleon Aracheski em manter viva a memória do futebol paranaense, brasileiro e internacional. Outros assumiram compromisso em providenciar material para tornar aquele acervo ainda mais rico e ilustrativo.

Acir Antoniassi, 80 anos, começou no Botafogo, futebol amador de Curitiba e ainda muito jovem foi para o Palestra Itália, onde brilhou em 1.950 quando o “periquito” após empatar com o Coritiba em um a um jogando com dez jogadores desde os três minutos diante a expulsão do goleiro Duia ficou conhecido como “NEM QUE MORRA”.

O arqueiro entrou violentamente contra um atacante adversário e foi mandado para os chuveiros. Naquele tempo não havia substituições e o zagueiro Pontes foi para o arco. Minutos após pênalti para o Coritiba e Pontes defendeu. O cobrador foi Babi, ponteiro direito excelente cobrador. Pouco depois Babi cobrando falta fez um azero, mas o Palestra Itália lutava como podia para segurar o resultado e conseguiu o feito. No segundo tempo aos 38 minutos Acir ponteiro esquerdo deslocado para a direita recebeu a bola e a cruzou com o pé direito embora sendo canhoto e a bola foi para a rede. O jogo estava empatado e nos minutos finais o Palestra Itália se trancou e segurou o empate. Resultado heróico e destacado no dia seguinte pela imprensa. Um dos jornais disse que o Palestra Itália encarnou o “NEM QUE MORRA” e conseguiu o empate. O “NEM QUE MORRA” persistiu até o desaparecimento do Palestra Itália. Este jogo glorioso ocorreu em 17 de dezembro.

Uma presença marcante no encontro foi a de Heriberto Ivan Machado, autor de vários livros em torno da história do futebol paranaense, sendo dois em parceria com Levi Mulford Chrestenzen, “FUTEBOL PARANÁ HISTÓRIA” e “FUTEBOL DO PARANÁ – 100 ANOS DE HISTÓRIA”. Aproveitou a oportunidade para ouvir vários depoimentos daqueles que fizeram a história do futebol paranaense, bem como coletando material dos mais interessantes como o álbum de figurinhas com jogadores de 1.952 cedido ao Memorial Aracheski pelo Acir Antoniassi. Não podia finalizar sem agradecer o companheirismo do Sinésio, do José Alvari Thimoteo, o Nenê e Marcos de Oliveira, o Marquinhos que participaram desta viagem a Lapa como convidados. Na volta passagem por Campo do Tenente onde estive há muitos anos e fiquei feliz em observar a cidade bem organizada, com a maioria das ruas asfaltadas. Graças “Senhor” por estas horas tão agradáveis e gratificantes.

Além do prefeito Furiati, vários lapeanos prestigiaram o acontecimento e a festa foi realmente notável. Parabéns ao Reginaldo Aracheski e que todos que o apoiaram para este encontro de saudade e história de nosso futebol.

“RECORDAR É VIVER”.

José Domingos Borges Teixeira (Zé Domingos), atua na Rádio Continental (AM – 1270 – Internet – rpc.com.br/continental e no site no menu “Rádio” de segunda a sexta-feira das 6 e 30 as 8 horas e 30 minutos) e escreve em seu site www.josedomingos.com.br

Leia a matéria completa sobre o evento no Memorial, no site de Zé Domingos.

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