BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES

Jesus Cristo, em primeiro lugar, asseverando que bem-aventuradas são as pessoas pacificadoras, condena e rejeita as cabeças vingadoras e esquentadas e chama de pacificadoras as que, com boca, mãos e pés – fazendo o que está à mão para fazer – colaboram para a paz no país, ou onde quer que estiverem. Indiferente se elas são autoridades na Igreja ou na Sociedade, o importante, antes de tudo, é que como crentes em Jesus Cristo, Seu Evangelho e Sua doutrina, que elas ocupem os seus cargos e governem em favor da paz. Em segundo lugar, que cada pessoa cristã e cidadã, já na sua vizinhança, com língua salutar e boa, aconselhe, concilie e elimine, o melhor possível, contendas, desavenças, ranços e remorsos provocados por malvadas línguas envenenadas pelo diabo e seus anjos.

Conta-se que a mãe de Agostinho, quando descobria casais e pessoas em rixa, ia para a casa delas para falar, somente, coisas boas uma das outras. No entanto, quando ouvia coisas más, ela silenciava ou amenizava a situação, o mais possível. E, agindo assim ela consegui que casais, famílias, vizinhos e vizinhas se reconciliassem, muitas vezes. Fato é que o vergonho vício e pecado da difamação reina, especialmente, entre as mulheres, de modo que, muitas vezes, uma má língua provoca grande desgraça entre e junto a muitos homens, e a muitas mulheres. Eis, porque, com justiça, se afirma, à posterior, não poucas vezes que a difamação é serviço da amarguradas e venenosas ‘noivas do diabo’. Elas, quando ouvem alguma palavra de uma, elas a tornam ainda pior, mais afiada e amarga de modo mais malicioso contra a outra, de forma que, às vezes, isso resulta em miséria e assassinato.

Tudo isso acontece porque a vergonhosa e diabólica imundície, que à luz das Escrituras, nos é inerente à natureza depois da queda de Adão e Eva em pecado, faz com que cada um e cada uma de nós, fora da Palavra, goste de ouvir e falar a respeito da pessoa próxima as piores coisas e tem prazer em descobrir uma falha, um pecado, um vício, uma fraqueza no outro e na outra, mais do que virtudes, valores, dons, talentos com os quais o Espírito Santo dadivou a pessoa próxima. Para exemplificar: Se uma mulher fosse bonita como o sol, mas tivesse uma pintinha ou manchinha no corpo, tudo mais seria esquecido e se enxergaria, somente, a mancha e se falaria somente sobre ela. Isto o mundo, o diabo e a nossa carne fazem, com prazer. Note que se uma mulher fosse a mais famosa por sua honra e suas virtudes, ainda assim o mundo, o diabo e a nossa carne não regenerada em Cristo aparecem, com língua venenosa, para desdizer, obscurecendo, todo o seu louvor, toda a sua honra, toda a sua dignidade. Tome cuidado – sobretudo, não seja – com as verdadeiras ‘aranhas venenosas’ que só sabem sugar veneno de uma bela e graciosa rosa, arruinando tanto a flor quanto o néctar. Em contrapartida, há verdadeiras ‘abelhinhas’ que sugam, somente, o doce mel e deixam as rosas intactas – mais bonitas, até, por assim ajuizar.

As pessoas que não pacificam não veem e nem sequer ajuízam na pessoa próxima a honra, a dignidade, o respeito, o valor que elas têm. Bem pelo contrário, somente veem e ajuízam as fraquezas e impurezas da pessoa próxima. Sim, o que sabem mesmo, com maestria, é criticar arruinando vidas, existências, famílias, empreendimentos, relacionamentos. Eis porque a pessoa pacificadora se atém ao que é bom, puro, justo, perfeito, correto, verdadeiro, nobre, honroso. E, assim não é de estranhar que Jesus Cristo chama de bem-aventuradas as pessoas pacificadoras, quer de Sua época quer no tempo presente. [Continua]

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